Histórias mirabolantes do Work and Travel

11 07 2008

Hoje é meu último dia de trabalho. Estou fazendo backup das minhas coisas que tão no computador, que aliás, é mais do que o que eu tenho em casa.
Então resolvi fazer um resumão de como foi o primeiro intercâmbio que eu fiz, o Work&Travel (hoje Experience USA) da STB.
Em abril de 2005 me inscrevi no programa. Em agosto foram as entrevistas com os empregadores que vieram pro Brasil recrutar. Funciona assim: vc pode escolher entre, deixar que a agência te encontre um emprego, ou ir By Yourself, mas tem que sair daqui com alguma coisa certa já. Quando vc escolhe pra agência encontrar o empregador vc tem a opção de participar de uma das feiras de emprego. Algumas empresas preferem vir pro Brasil recrutar. É bom pq antes vc pega a lista, decide por quais vc quer ser entrevistado e já vai dando uma estudada sobre eles pra não fazer feio na entrevista (ou pelo menos é o que deveria, quem leu a primeira parte da minha preparação pro HCP sabe do que eu tô falando). Mas isso é uma opção sua, se não quiser ir na entrevista seu application será colocado em um sistema em que qualquer empregador, de qualquer canto dos EUA pode te achar (MEDO). Por isso que eu digo: quem já passou pelo work, o processo pros programas da Disney num é nada. Nas próximas linhas vcs vão entender melhor.
Eu optei por ir pra SP fazer entrevista. No meu ano não tinham empregadores muuuito legais, mas pelo menos eu não estaria sujeita a cair em qualquer canto, dava pra dar uma selecionada básica. Lembro de ter marcado um hotel em Miami Beach, uma loja em Clearwater e o outro não me lembro. Mas o que eu queria mesmo era o hotel.
Pulando toda a parte (vergonhosa) da entrevista que já contei aqui, não adiantou de nada eu ter ido pra SP… fiquei de stand by pra loja em Clearwater, FL. Foram mais de 2 meses esperando uma resposta e finalmente soube que me jogaram para os leões. Eu estava naquele sistema em que qualquer empregador poder me fisgar a qualquer momento. E como a lei de Murph é híper poderosa, a notícia que chegou até mim era que um ski resort (meu pior pesadelo) no meio de uma estrada, no meio do nada (a única vantagem era ser 2h de NY), quase sem neve, minúsculo, com um site nojento, estava analisando meu currículo. Na mesma hora eu já falei: PAAAAARA TUDO!!! Não vou pra esse lugar, pode falar pra me jogar pros leões novamente, que eu vou torcer pra pegar um Simba e não um Scar.
Mais um bom tempo de angústia, no fim de outubro, começo de novembro, surgem os últimos dos últimos empregadores. Era uma lista com uns 7, e como eu já tinha botado na cabeça que queria ir pra Florida, escolhi o Sonny’s Barbecue de Panama City. Ainda bem que me aceitaram, pq o resto que ainda não tinha joboffer foram pra Mc Donald´s em lugares sem graça.
Os próximos passos foram esperar o DS (sempre o pior deles), marcar o visto, que eu tive que remarcar umas 2 vezes por atraso no meu DS e no do meu amigo que ia pra SP antes da viagem comigo (ele passou na entrevista em SP pra ir pra Clearwater).
Meu embarque era dia 10 de dezembro. Tirei o visto dia 07 de dezembro e busquei meu passaporte no consulado horas antes do embarque.
Chegando em Panama City, minha orientadora (que, aliás, é a mesma de hoje, do HCP) tinha me orientado a ir pro Sonny’s. Pq, do mesmo jeito que funciona os da Disney, no work os orientadores tem que conversar com os responsáveis em SP, pra eles falaram com o sponsor nos EUA, pros sponsors falarem com o empregador e depois voltar toda a informação até chegar no PAX de novo. Já brincaram de telefone sem fio? EXATAMENTE. Nunca chega a informação correta onde tem que chegar. Anyway… o que chegou até mim era que eu tinha que ir pro restaurante, quando na verdade a mulher da empresa de RH que me contratou ia buscar no aeroporto. E lá fui eu, com todas as minhas malas, pro Sonny’s. Cheguei lá tudo fechado, meia dúzia de pessoas limpando o lugar, me mandaram esperar e eu apavorada, só pensando: QUE QUE EU TÔ FAZENDO AQUI?!!?! Algum tempo depois a Patsy (mulher que tem uma empresa de RH que contratou os brasileiros) foi me buscar e me levou pra casa onde eu ia morar, que era dela, só pra alugar pros estrangeiros que ela leva pra trabalhar em Panama City.

1817 Danford – minha casa

Entrando na casa encontrei o Filipe (Recife), a Mari (SP), a Cyntia (Campinas), a Andressa (SP) e a Dani (Campinas). Já tinha falado um pouco com todos eles pelo orkut. Naquela hora eles tavam saindo pra assinar a papelada no escritório de RH. O resto da viagem inteira eles ficaram me zuando pela cara de APAVORADA que eu tava naquele momento. O que eu menos queria era ficar sozinha, mas não tinha mais lugar no carro e eu tive que ficar em casa. Morreeeeendo de fome, sem saber pra onde ir pra comer e com medo de sair e o povo voltar. Isso era umas 10 da manhã, eles voltaram pra casa 19h, imagina!?! Daí já fomos da Grocery(mercadinho) comprar comida e aí sim hehehe.
No dia seguinte fiquei sabendo que a Dani ia embora, não se sentiu bem, não se adaptou longe da família e do namorado… acabei comprando a bike dela e fomos cedo conhecer Panama City Beach. Um frio do cão.
Lá passamos da frente do Tropical Smoothie, que era onde o Filipe, a Cyntia e a Dani (se continuasse lá) iam trabalhar. Eles entraram pra se apresentar e a surpresa que veio do gerente foi: UÉ, NÃO ESTOU SABENDO DE NINGUÉM QUE VEM TRABALHAR AQUI NÃO, CONVERSEI COM A PATSY UMA VEZ HÁ MUITO TEMPO, MAS NÃO PASSOU DISSO.
Imagina nossa cara?!?! Simplesmente a job offer era fake e o emprego não existia. Fomos loucos achar o Sonny’s da praia, onde alguns de nós iria trabalhar, pra ver se pelo menos eles sabiam de alguma coisa. Eles sabiam, mas não iriam aceitar a gente até janeiro pq o movimento estava muito fraco. Cara de bunda – versão 2.
Voltamos pra casa indignaaaados, pensando no que fazer. Uns não tinham emprego nenhum e outros só teriam em janeiro.
Chegando em casa o resto dos nossos rommates já estavam lá, eram: Rodolfo (São José dos Campos), Fernando (SJC, primo do Rodolfo) e Michelle (SP). Eles já foram perguntando se a gente já tava trabalhando e tiveram que ouvir a BREAKING NEWS.


Rommies: Mari, Fernando, Rodolfo, Michelle, Filipe, Andressa e  Cyntia

Dia seguinte conversamos com a Patsy sobre essa situação e ela disse que nos arranjaria bicos, até que todos fossem colocados no Sonny’s. Ela começou a nos arranjar por ordem de chegada. Uma foi trabalhar numa cidade vizinha lavando prato em uma empresa, outra foi pro escritório de uma fábrica de placas luminosas (tipo aqueles M gigante do Mc Donalds), e no fim acabou ficando o resto do programa lá mesmo, os meninos foram ajudar um amigo da Patsy a mudar de casa (mas ganhavam 50 dolares em cash por dia e almoço de graça) e eu fui a última a ser colocada pra trabalhar. Agora sim… lá vai minha saga. Leiam isso, que é engraçado:

1º fui pra um banco, era um job de 1 semana pra substituir uma pessoa. Comprei roupinha social, toda certinha. Cheguei no banco e o desespero começou. Não tinha treinamento. Simplesmente me jogaram como secretária, pra atender as pessoas que chegavam e os telefonemas, queriam que eu decorasse todas as pessoas de todos os departamentos em menos de 1 hora. E eu sou a pessoa mais leiga do mundo quando o assunto é banco, fora que tenho pavor (sim, PAVOR) de telefone. Lembro que um cara chegou bravo na minha mesa perguntando o que fazia pq o caixa eletrônico tinha comido o cartão dele. Eu só fiquei olhando pra cara do sujeito e pensando: “respondo, chuta a máquina até rachar no meio, talvez?!” Resultado: a mulher que estava “me acompanhando” tinha que ficar resolvendo os meus problemas o tempo todo. Uma hora ela veio: Querida, a Patsy já está vindo te buscar. 1º emprego: 2h15minutos de trabalho. VOCÊ ESTÁ DEMITIDA!

2º Era um job de 1 dia, só pra substituir a faxineira da fábrica de placas que a Mari tava trabalhando. Imaginem um lugar sujo? Cheeeeio de pueira, onde cortam madeira o dia todo. E os banheiros? Tive que limpas uns 20 mictórios. Só dava eu pra lá e pra cá com meu carrinho de limpeza. Foi meio nojento? Foi. Mas nada que fosse me fazer jogar a toalha (desculpe o trocadilho) ou coisa assim. Foi uma experiência legal. Uma mulher brasileira que trabalhava lá até queria que eu ficasse mais tempo, mas não tinha como. 2º emprego: 1 dia. Uns 50 doláres de paycheck. BYE BYE GOOD LUCK IN YOUR NEXT JOB.

3º “Você vai trabalhar em uma transportadora, lá você pode ficar até ir pro Sonny’s. Não é pesado não, já coloquei mulheres lá e não tiveram problema. Passo amanhã as 8am pra te buscar”. E lá vou eu de novo. E todos esses outros dias eu ficava em casa enquanto tava todo mundo ganhando suas doletas, preenchi application pra vários lugares mas nenhum me retornou. E esses bicos não eram um dia seguido do outro, sempre tinha um bom intervalo de tempo. Bom, fui lá pra transportadora, que agora não me lembro o nome, toda arrumadinha, de camisa, blaser, sapato. Quando entrei, imagina um galpão super pequeno e imundo? Falamos com o gerente, ele pediu pra eu dar uma olhada no que o outro cara tava fazendo pra eu ter uma idéia: Era um armário (um cara grande, fortão), com aquelas luvas pra carregar peso, descarregando uns sacos de um container, colocando na empilhadeira pra depois descarregar no container do lado. E ele fazia uma super força pra isso. Eu só fui diminuindo né, querendo sumir?! MEEEEEEEDO! Não não, é tranquilo pra mulher, disse a Patsy. OK, tô vendo. Depois que ela foi embora o manager foi conversar comigo, disse que naquele dia só teriam aquilo pra descarregar que iria dispensar todos os funcionários. E me explicou, muito gentilmente, que iria me pagar pelo dia todo, mas que não daria certo. E óbvio que eu fiquei super aliviada. Realmente não tinha condições. Liguei pro escritório de RH, uma funcionária foi me buscar e eu avisei pra ela que não voltaria no dia seguinte, que o manager falou que não daria certo. Ela achou super estranho que ele não tinha falado nada pra ela, achou que deveria ter sido engano meu e iria conversar com a Patsy. Mais tarde ela me liga dizendo que foi mesmo engano meu e que eu deveria estar lá as 8h no dia seguinte. Ok né, vamo que vamo. Coloquei uma calça confortável, uma camiseta, um tênis, peguei minha humilde bicicleta e fui. Longe pra caraaaamba! No meio do caminho cheguei a chorar pq estava atrasada e cansada. Na transportadora só tava o cara que dirigia a empilhadeira e o armário que descarregava. E lá fui eu botar a mão na massa. Dessa vez eram aqueles rolos gigantes de tecidos de uns 20 quilos (ou mais) cada, super desajeitado pra carregar. A gente tinha que levantar e meio que jogar na empilhadeira. Tem que ter MUITA força, até pro armário era pesado, sendo que ele tava com aquela super-luva e eu with naked hands. 1 hora depois tava suando feito uma louca, mas no pique. Lá pelas 10h30 eu me conformei que realmente aquele não era o trabalho pra mim, tava mais atrapalhando que ajudando e resolvi falar com o manager assim que ele aparecesse. Expliquei que não daria e tal, e ele me disse: Achei estranho quando te vi hoje, a gente tinha conversado ontem que não daria certo, mas eu vou te pagar por hoje, fica tranquila, já arrumei outra pessoa. ME SEGURA QUE EU VOU MATAR A PATSY, era o que eu deveria ter dito. Voltei pra casa ainda antes do meio dia. 3º trabalho: umas 3 horas, muito suor, vergonha e de volta para a estatística do desemprego. I’M SORRY, STRONGER CANDIDATES EXISTS (/piada interna, e dessa vez literalmente stronger).
O mais engraçado era chegar em casa cedo assim, dessa vez povo já me olhava e dizia: DEMITIDA DE NOVO?!

4º 9h da manhã, estava dormindo, toca o telefone, era a Patsy: “O que você vai fazer agora?” Vou pensar em como dominar o mundo Pink. “O dishwasher do Sonny’s da praia faltou, vc quer ir pra lá trabalhar durante o almoço?” Vamos né, qualquer esmola tá valendo. “Então se arruma que eu tô passando em 20 minutos.
E lá fui eu lavar prato. Primeiro tive que aprendar a mexer naquelas máquis gigantes. Mas na hora que o restaurante abriu (11h) foi lotando e a pilha de louças aumentando. Quase não dava mais pra me ver ali atrás de tanta coisa. Até que uma alma mto caridosa (uma das meninas que prepava o salad bar) foi me ajudar e aí sim percebi que aquele negócio só vai com prática mesmo. Uma loucuuuuuuura. 14h acabou meu shift e eu voltei pra casa. 4º emprego: rápido e indolor, algumas doletas a mais. SEE YOU IN 1 MONTH (continuem lendo que vcs vão entender essa mais pra frente).

Daí foi natal, a no novo e FINALMENTE nos aceitaram no Sonnys. Eu, Fernando, Cyntia, Filipe e Andressa fomos pro da cidade, Rodolfo e Michelle pro da praia. Eu, Fernando, Cyntia e Andressa ficamos de servers (garçons) e o Filipe de cook (cozinheiro). No treinamento foi uma loucura, a gente só se olhava e dava risada. Carregar bandeijas, marcar pedido, pegar bebidas, fazer a conta. Em casa a gente ficava memorizando e fazendo testes um com o outro pra decorar as siglas de todos os pratos pra quando fazemos o pedido pra cozinha. E a Andressa começou o treinamento uns dias depois do resto, não aguentou e foi trabalhar no RH de uma multinacional, a Oceaneering.


Sonny’s Barbecue Panama City, Florida

Agora sim, todo mundo empregado, tudo ótimo. 3 semanas depois, sábado de manhã antes de sairmos pra trabalhar, toca o telefone, era a Patsy contando que aquele seria o último dia de quem era server. YOU ARE FIRED AGAIN BABY. A Cyntia só ia trabalhar a tarde, então fui eu e o Fernando. Aquele climããão de velório, ninguem nem falou com a gente. Descobrimos que um dos motivos de terem nos mandado embora era ciúme das servers mais antigas e também pq foram uns Ghost Costumers (gente da própria empresa que vai no restaurante avaliar o serviço) e os caras caíram numa mesa MINHA!!! Me senti super culpada, mas tudo bem. Depois a Patsy avisou que o Sonny’s da praia tinha aceitado eu e a Cynthia pra servers e o Fernando iria trabalhar na fábrica de placas (aquela onde eu fui faxineira e a Mari tava trabalhando).


Panama City Beach, Florida

No começo a gente se assutou muito, era o dobro de mesas pra cada uma cuidar, o dobro do tamanho do outro restaurante, com o triplo de movimento. Mas pegamos o jeito muito rápido. Ah, tudo em dobro, óbvio que o salário tbm seria né?! Isso foi ótimo. As tips era ótimas, aliás, não tem nada melhor que receber em tips. Vou sentir falta disso na Disney. Depois a Mari pegou part-time como cashier (caixa) e ficou quase todo mundo no mesmo Sonny’s até o final do programa.


Co-workers: Rodolfo (cook), Fernando (server), eu (server), Filipe (cook) de uniforme.

Tenho que contar uma história que aconteceu nesse período que eu preciso contar! 4 horas da manhã, eu dormindo no meu quarto (era o quarto só meu), entram Filipe e Andressa desesperados, arrombando a porta: TEM GENTE TENTANDO ENTRAR EM CASA, VAMOS SAIR POR AQUI E PEDIR AJUDA. A porta da frente da casa era no meu quarto, e a dos fundos que era a sala. Os dois abriram a porta e sairam correndo pra fora, enquanto isso, olhei pro lado, na janela que dava pra garagem, e vi um carro com a luz acesa saindo. Levantei e fui acordar os outros meninos no quarto deles. Na hora o carro já tinha ido embora, perceberam que tinha gente acordada na casa. Foi todo mundo pra sala, chamamos a polícia, que apareceu, JURO, em menos de 3 minutos. Depois ficamos conversando, muito apavorados, sobre o que poderia ter sido. A Andressa foi quem percebeu que tinha alguém parando na garagem e ela chegou a ver que era um casal e eles conseguiram abrir a porta (a da sala), mas lagaram daquele jeito pq perceberam que ela tava lá. Ficou todo mundo sem fala, só imaginando as possibilidades. Ninguém ligou pra contar pros pais (só eu, e minha mãe avisou a menina da STB). Mais tarde conversamos com a Patsy e ela disse que era bem provável que fosse uma menina russa que morava antes de nós. Ela arrumou um namorado e ficou ilegal nos EUA, trabalhando num strip club 1 quadra da casa. Deve ter saído de madrugada, procurando um lugar pra “ficar” com o namorado ou algum cliente, e já que tava ali perto e tinha a chave, pq não invadir?! Agora a gente ri da história, mas na hora foi punk.

Continuando…em fevereiro teve meu niver, e uns dias depois fui com um amigo do Rio, a namorada dele e o Fernando pra Orlando, fomos na Universal, Island of Adventure, Downtown Disney e a um jogo da NBA, que foi incrível. Só 2 dias, mas foi muuuuito bom. Só senti por não ter ido em nenhum parque da Disney.


Festa do meu aniversário e com a galera em Panama City Beach, no Spring Break.


Em Orlando: Jogo da NBA e Universal Studios

Depois do programa fomos, eu, Mari, Cyntia e Filipe pra New York. Fiquei 1 semana, os outros ficaram menos. No trecho de avião Orlando – NY (fomos até Orlando de carro), minha mala foi extraviada. A mala que tinha todas as coisas que tinha comprado, as lembranças dos 3 meses etc etc etc. Nunca me senti tão mal na minha vida. Não conseguia comer, estava no lugar que eu mais AMO e não conseguia achar graça em nada. Só pensava em ligar de 5 em 5 min pra ver se tinham notícias da mala. Até que no 4º dia, uma amigo de internet da minha mãe que mora em NY e é advogado, foi me encontrar no hotel e ligou pra cia aéria (a American Airlines). Foi quando finalmente tive alguma notícia, depois de terem mandado pro hotel uma mala que não tinha absolutamente nada a ver com a minha. Resultado: aquela que me mandaram tinha sido trocada com a minha, e a minha tinha ido pra Lima, Peru. E estava voltando no próximo vôo. No dia seguinte eu recebi ela no hotel. TODA suja e sem vááárias coisas dentro. Fiquei puta, mas aliviada por estar voltando pro Brasil com ela.
Em NY fomos em um jogo da NBA no Madison Square Garden, fizemos os passeios turísticos básicos e assistimos Chicago na Broadway. Não recomendo pra ninguém, a não ser que vc já tenha assistido uns 10 espetáculos de lá, não vale a pena, as roupas não mudam nenhuma vez, nem o cenário, é tudo estático. Super sem graça!!!


NY: Cyntia, Filipe, Mari e Eu no Rockfeller Center e  Eu e Felipe na Times Square.

Post ficou maior do que eu esperava, de novo. Espero que alguém tenha paciência de ler, e principalmente comentar. Se quiser fazer perguntas eu respondo nos próprios comentários.
Pra ver fotos do meu programa é só achar a barra do Flickr aqui do lado que lá tem a maioria.

Mas sem dúvida nenhuma o melhor de toda essa experiência foi os amigos que fiz. Rodolfo e Fernando viraram irmãos pra mim. São histórias que a gente nunca vai esquecer! E no fim achei muito bom não ter ido pra Clearwater, meu amigo que foi, disse que não ganhava mto, morava num lugar péssimo, com umas pessoas que não se davam muito bem. No fim, acho que dei sorte.

Mas tô prontíssima pra outra hehehe que venha o Hospitality Certificate Program.


Ações

Information

11 responses

11 07 2008
Laura

Ana!!! Que saga essa sua! Nossa! Fiquei com ódio da tal Patsy por vc! E também da STB, né? Imaginei que os programas de work experience oferecidos por eles fossem todos confiáveis. Mas que bom que, no fim, deu tudo certo. E o melhor de tudo… nos vemos na Disney em outubro!!!!

Boa viagem pra vc!!!

11 07 2008
Dani

Nossaaaa..precisava mesmo ler esse post viu?

Quase desisti da disney por achar o WT mais compensador em questao de pratica do ingles…MAs ja me apaixonei pelo programa e to realment feliz por estar tentando! Ainda mais agora que confirmo o que ja pensava..eh bem mais inseguro e complicado faze W&T neh? Eu nao estou preparada pra isso…realment..talvez daki uns 2 anos..mas agora nao tenho condiçoes de enfrentar…parabens ana;;por ter vencido todos os obstaculos e “nao jogar a toalha”. E parabens tbm por nos mostrar uma outra realidade que as agencias fazem kestao de omitir! =]
°o°

Beijuuu e seja muuuuito feliz no HCP!!!

11 07 2008
poajunior

ufa……… acabou..
li tudinho
huahuahauahuahua….

Poxa.. não sabia que tu tinha sofrido tanto assim não..
até pensei que era chegar.. ir pro emprego e deu….:/
mas que bom que no final deu tudo certo
e finalizou em alto estilo (esquecendo o lance da mala) em NY!!!
hahaha

11 07 2008
Ana Kley

Ah, só pra deixar explicado…
claro que isso não acontece com todo mundo. Geralmente nos grandes ski resorts tipo o BIg Sky, é tudo certinho.
Mas a exemplo do meu amigo, quanto a emprego pra ele foi tudo tranquilo, chegou lá e já começou no lugar certo, conseguiu 2nd job depois, mas não morou nem em um lugar, nem com gente tão legal. Foi o contrário do meu caso.
Apesar de tudo o que aconteceu, o que realmente conta são as pessoas que vc conhece, geralmete co-workers e roomates. É o que faz o sucesso ou não do seu programa. E acredito que na Disney tbm seja mais ou menos assim. 😉

12 07 2008
Mari

Nossa Ana!!
Adorei! Você realmente conseguiu resumir a nossa viagem em um post!!

Só esqueceu de mencionar o Marcelo!! grande amigo argentido que nos fez companhia e sofreu junto com as peripécias de “PEPSI”!!

Ah! E os brasileiros mutriqueiros que queriam “dar um jeitinho” pra estender nosso visto!!! hahaha

Beijos e Boa Sorte na DISNEY!!!!! =]

20 10 2008
Andressa

Caraca!! Muito engraçada essa sua história!! Se eu tivesse lido antes, nunca teria ido!! KKK!!! Esse resumão foi ótimo!! E tem mais..faltou mesmo o Marcelo mas para completar a história da dear Patsy…em 2007 a casa foi invadida novamente!! Por ratos!!KKK!!!! E pior…só tinham argentinos e gritavam Miran los ratones!! KKK!!!
Boa sorte adorei!!
Bjo!!

28 10 2008
Marcelo

Ola Ana!!! Lembro com muito cariño de todos vcs!!!

Beijocas!!!!!!!

Marcelo

20 11 2008
Andressa

Muy bien Marce!!

18 05 2010
Mari

Ok. Preciso comentar de novo aqui!

Ana, eu só lembrava do seus jobs de faxineira e “Carregadora”, mas agora clareou tudo!

Vc devia fazer macumba e urucubacas pra PEPSI!!!

Preciso deixar marcado esse site pra quando quiser relembrar desses momentos! Muitos eu já tinha até esquecido!!! =D

Beijao

18 05 2010
Rudolph

Eita!! É que não cabe todas as histórias aqui, mas tem a do pontinho no estacionamento do OmeletHouse, as baladas americanas onde literalmente causamos, subimos no palco e tudo mais!! As festas em casa, Natal e Ano novo longe da família!! Shopping, mtas compras!!rsrs!!

Foi muito bom, senti muita falta de todos quando fiquei lá sozinho, todos me abandonaram inclusive essa rídicula da Ana!!rsrs!!

Mas foi muito bom, nunca vi alguém ser despedida tantas vezes em tão pouco tempo!!rsrs!! brincadeira mas foi total desorganização da agência e da loca da Patsy.rs

Ana valeu por retratar essas histórias, lendo o seu blog eu lembro como se fosse hj toda essa loucura boa que foi essa experiência.

Beijos!!

6 09 2010
Odara

Cara.. que medo!! hauahauhaua
estou aqui me preparando psicologicamente para a viagem do final do ano..
vou de W&T tmb, ainda não fiz a entrevista de emprego..

no inicio a empresa só fala coisas lindas sobre o programa.. depois que vc paga começam a diminuir as maravilhas.. e agora qndo li isso pensei.. opa, pode diminuir beeem mais então?!?!

Bom.. mas apesar de tudo, vc se divertiu e acabou dando tudo certo..
Espero q dê tudo certo pra mim tmb!!

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s




%d blogueiros gostam disto: