Fun Facts

7 10 2008

Claro que eu sou obrigada a comecar esse post me desculpando pela ausencia. Vcs nao sabem quantas milhoes de vezes eu pensei: HOJE EU ATUALIZO O BLOG. Ai acabava arrumando alguma coisa pra fazer ou por preguica mesmo, deixava pra outro dia. Por isso resolvi fazer um resumao das coisas que ja aconteceram comigo por aqui, ai vai:

  • Fui ao show do John Mayer com abertura do One Republic em agosto e do Maroon 5/Couting Crows/Agustana semana passada. Os dois foram em Tampa, no mesmo anfiteatro. Nem preciso falar que foram muuuuito bons! Do Counting Crows e Agustana foram meio fraquinhos, mas ta valendo!!! To tendo muita sorte com shows dessa vez. Essa semana tem Jonny Lang (meio desconhecido, mas um dos meus preferidos) no EPCOT, no Food and Wine Festival. O problema eh que eu trabalho nos dois dias do show. Se ninguem pegar meu shift de quinta eu vou dar call in personal e vou pro parque do mesmo jeito. Wish me luck!
  • Estava no ultimo dia da Pleasure Island. Nao consegui entrar em nenhum club pq os ingressos acabaram as 19h, mas la fora tava muito bom. Quase nao dava pra andar de tanta gente. Meia noite tiveram 10 minutos de fogos, foi lindo. Mas apesar de tudo isso, foi triste pensar que em 2 horas estariam fechando as portas pra sempre. A gente ficava imaginando o povo que trabalhava la ha um tempao… complicado. No dia seguinte passei la a tarde. Motion e 8trax ja nem tinham mais a logomarca na frente e o lugar deserto.
  • Comprei um Macbook preto que ja deu problema. Ou o problema eh comigo, nao eh possivel hehehe (meu outro macbook nao reconhecia a bateria). O negocio dessa vez eh com o leitor de CD e DVD. Tava tudo certo ate ontem, quando pela primeira vez fui gravar minhas fotos em DVD. Deu erro no meio e a partir dai nao quis ler mais nada. Vou ter que marcar um horario e perder um day off pra levar ate o Florida Mall na assistencia.
  • Hoje fui receber o pessoal do HCP de outubro. Deu uma saudade do dia que tava chegando, sem conhecer nada, descobrindo pra qual condominio ia, quem seriam as roomates… Mas bom que a maioria agora ficou no Vista!!!
  • Meu record card: 1.0 Call in sick, 0.5 dei clock in 5 minutos atrasada pro Discovery Day, 1 Reprimand e 1 Great Service Fanatic.
  • Pois eh. Ja tenho uma reprimand, por total falta de atencao. Estava na parte que as pessoas saem da ride. Me ligaram do comeco dela pra avisar alguma coisa e o telefone nao tava funcionando direito e eu fui ligar pra manutencao pra avisar. Soh que enquanto eu fazia isso eu fiquei de costas pros guests e a concha que entra cadeira de rodas passou por mim (com gente dentro) e nao deu tempo de parar a ride pra descerem antes que dessem a volta pro comeco dela. O que tem de tao grave nisso eh que o espaco entre o UNLOAD (fim da ride) e o LOAD (comeco da ride) nao tem o tapete que detecta intrusao, ou seja, se alguem pular da concha ali, pode sofrer um acidente pq a ride nao vai parar. Enfim… ja foi neh. E agora procuro levar as coisas muito mais a serio pra nao cometer um erro besta desses de novo.
  • 3 dias depois ganhei 1 great service fanatic quando tava apresentando o Turtle Talk e uma das managers estava assistindo o show da sala do ator. Quando terminou ela entrou no teatro e disse que eu estava fazendo um otimo trabalho, que dava pra ver que eu gostava mesmo de estar ali. No fim do show seguinte ela me trouxe o Fanatic! eeeeeee
  • Quarta (08 de out.) a blusa da minha costume vai mudar. Eu ja vi a nova e eh horriiiiiiiiivel! Nao que a outra seja bonita, mas era uma das poucas que nao precisava enfiar pra dentro da calca centro-peito. Agora vai ser branca no meio, com as mesmas mangas de power ranger laranja, soh que o laranja mais chamativo do mundo. Fica parecendo aqueles caras que ficam no meio do aeroporto fazendo sinal pros avioes sabe?!  Nao queeeeero. E hoje ainda descobri que essa mundanca aconteceu pq os velhos full-time fizeram uma peticao pedindo! q raiva! Tenho que lembrar sempre que existem piores… as do world showcase por exemplo!
  • Gente famosa ate agora eu so vi o Daniel, cantor, brasileiro, cara de pudim… ele tava andando pelo Epcot um dia desses. Mas no The Seas ja foi o presidente do Epcot, os produtores do Animal Planet e uma familia do Extreme Makeover Home Edition. =)
  • Esses dias fui testar a nova atracao da Kim Possible que vai ter no EPCOT. Muito legal participar disso antes de todo mundo, e vai ser mto legal, se der certo ehehehehe. Eh o seguinte: os guests vao ter uma missao, tipo, encontrar os inimigos da Kim Possible ou um segredo escondido. Pra isso eles vao recebendo pistas num celular que vai mandando pra diferentes pontos do World Showcase. Por exemplo, uma das instrucoes era: va ate o Pavilhao do Mexico e fique em frente a gaiola do papagaio. Quando vc chega la e aperta OK, o papagaio comeca a falar com vc. Eh mto incrivel o tanto de mudancas que fizeram, o tanto de detalhes que colocaram em casa pais. Agora… o teste foi com o parque fechado, sem ninguem nos pavilhoes. Quero ver com tudo lotado, vai ser meio complicado. Nessa sexta vou fazer um outro teste la, vamos ver hehehehe
  • Ja teve inspecao aqui no meu apto. Passamos e ainda ganhamos balinhas. E nessa sexta tem de novo!!!
  • Quanto a UCF… minhas primeiras aulas foram Theme Park e Guest Service. A de Theme Park foi muuuito boa, a de Guest Service poderia ter sido bem melhor se a professora nao fosse mto insuportavel. Agora estamos de “ferias” e quando voltarmos vou fazer Brand Management e Leadership.

Ainda tem muito mais coisa que eu to esquecendo. Conforme for lembrando vou escrevendo parte 2, 3 etc.
Pra quem quiser ver minhas fotos, estou colocando tudo no flickr: www.flickr.com/photos/anakley

Parabens pros ICPs!!!! E bem-vindos HCPs de outubro!!!

XOXO.





Diretamente do Vista Way

31 07 2008

Finalmente!!!!

Essa eh a 3a vez que to usando um computador desde que cheguei e soh agora tive um pouco mais de tempo pra escrever aqui. Mas nesse fim de semana com certeza vou comprar meu computador e ai os posts serao mais frequentes. E eu tenho que admitir que ta muuuuito dificil ficar sem internet.

Mas vamos as novidades, eu nao vou contar tudo em detalhes agora, mas soh pra dizer que eu to viva:
To morando no Vista Way com mais uma brasileira (AMEM!!!), a Monika, 2 chinesas e 2 francesas que eu praticamente nunca vejo e se vejo nao existe interacao nenhuma.
Estou gostando de ter vindo pro Vista, aqui as coisas sao muito mais faceis. Tem restaurante e supermarcado do lado, e  sem eles eu nao sei o que faria. E outro ponto positivo eh que a maioria dos meus amigos mais proximos tbm moram aqui e nos predios do lado.
Sobre o trabalho, eu sou operations, estou no Epcot (que eh o que eu menos gosto dos 4… acho que serei a primeira pessoa que nao vai puxar saco do parque em que trabalha), to no Future World, no The Seas with Nemo and Friends. Eh uma ride em que as pessoas sentam numa concha enorme e fazem uma viagem pelos cenarios e cenas do filme Procurando Nemo. Eh muito lindo. E saindo da ride tem um predio gigaaaante com um monte de aquarios, que dizem que eh o 2o maior dos EUA. E la tbm tem o show: Turtle Talk with Crush, e essa eh a parte que eu mais gosto. Tem horas que eu tenho que apresentar o show, com microfone, na frente de toda a plateia. Eh um show interativo que o Crush conversa com as criancas, muuuito divertido!!!
Mas depois eu explico com mais detalhes.
Ah, amanha eh o primeiro dia de aula na UCF. Ja fomos na universidade e eh linda. Acho que as aulas vao ser muito legais.
Peguei Theme Park Management de manha e Guest Service Management (a que eu mais queria) a tarde.

Beeeem basicamente eh isso. Espero que no fim de semana eu consiga postar de novo, diretamente do meu notebook!





Poucas horas

18 07 2008

Estava esperando por esse momento desde janeiro, e acho que ainda não caiu a ficha de que em poucas horas estarei embarcando pra Guarulhos. Meu vôo sai de Londrina as 6 da manhã e chega em GRU as 7h10. E depois só pega o voo pra Atlanta as 22h55. Chá de aeroporto totaaaal.
Mas vai ser divertido pq a cada hora deve aparecer um Cast member novo pra conhecer.
E no voo de Atlanta até Orlando irei me juntar ao pessoal que sai do Rio quase no mesmo horário.
Do aeroporto vamos direto pro Vista.
Acho que dessa vez to bem mais ansiosa do que quando fiz o Work. Provavelmente por causa da comparação. Fico imaginando se vai ser igual, melhor, pior, ou só diferente. Fora que ainda tem aquele espectativa de saber onde vou trabalhar e com quem vou morar.
Mas nada que me tire o sono.
Bom, voltando um pouco aos últimos acontecimentos, sexta-feira passada sai do meu emprego. E essa semana foi só para os preparativos. Tentei descansar um pouco né, praticamente minha única semana de férias. Mas são taaaantos detalhes que a gente tem que ver, parece que num acaba nunca.
Estou levando 1 mala grande (e tô com medo de ter passado dos 32kg), 1 de mão e uma mochila. Espero que não dê nenhuma encrenca com tamanhos e pesos. As cias. aéreas estão muito chatas com isso.
Acho que não tenho muito mais o que dizer agora.
Obrigada a todos que acompanharam essa angustiante espera através do As Dreamers e espero que continuem acessando. Farei o possível pra atualizar um número razoável de vezes. Acho que na primeira ou segunda semana já devo comprar meu notebook, aí fica mais fácil. Espero que tenham gostado do novo visual do topo. Deve ficar assim por um bom tempo, ou só trocarei a cor.

Beijão pra todos! Let’s make dreams come true.





Histórias mirabolantes do Work and Travel

11 07 2008

Hoje é meu último dia de trabalho. Estou fazendo backup das minhas coisas que tão no computador, que aliás, é mais do que o que eu tenho em casa.
Então resolvi fazer um resumão de como foi o primeiro intercâmbio que eu fiz, o Work&Travel (hoje Experience USA) da STB.
Em abril de 2005 me inscrevi no programa. Em agosto foram as entrevistas com os empregadores que vieram pro Brasil recrutar. Funciona assim: vc pode escolher entre, deixar que a agência te encontre um emprego, ou ir By Yourself, mas tem que sair daqui com alguma coisa certa já. Quando vc escolhe pra agência encontrar o empregador vc tem a opção de participar de uma das feiras de emprego. Algumas empresas preferem vir pro Brasil recrutar. É bom pq antes vc pega a lista, decide por quais vc quer ser entrevistado e já vai dando uma estudada sobre eles pra não fazer feio na entrevista (ou pelo menos é o que deveria, quem leu a primeira parte da minha preparação pro HCP sabe do que eu tô falando). Mas isso é uma opção sua, se não quiser ir na entrevista seu application será colocado em um sistema em que qualquer empregador, de qualquer canto dos EUA pode te achar (MEDO). Por isso que eu digo: quem já passou pelo work, o processo pros programas da Disney num é nada. Nas próximas linhas vcs vão entender melhor.
Eu optei por ir pra SP fazer entrevista. No meu ano não tinham empregadores muuuito legais, mas pelo menos eu não estaria sujeita a cair em qualquer canto, dava pra dar uma selecionada básica. Lembro de ter marcado um hotel em Miami Beach, uma loja em Clearwater e o outro não me lembro. Mas o que eu queria mesmo era o hotel.
Pulando toda a parte (vergonhosa) da entrevista que já contei aqui, não adiantou de nada eu ter ido pra SP… fiquei de stand by pra loja em Clearwater, FL. Foram mais de 2 meses esperando uma resposta e finalmente soube que me jogaram para os leões. Eu estava naquele sistema em que qualquer empregador poder me fisgar a qualquer momento. E como a lei de Murph é híper poderosa, a notícia que chegou até mim era que um ski resort (meu pior pesadelo) no meio de uma estrada, no meio do nada (a única vantagem era ser 2h de NY), quase sem neve, minúsculo, com um site nojento, estava analisando meu currículo. Na mesma hora eu já falei: PAAAAARA TUDO!!! Não vou pra esse lugar, pode falar pra me jogar pros leões novamente, que eu vou torcer pra pegar um Simba e não um Scar.
Mais um bom tempo de angústia, no fim de outubro, começo de novembro, surgem os últimos dos últimos empregadores. Era uma lista com uns 7, e como eu já tinha botado na cabeça que queria ir pra Florida, escolhi o Sonny’s Barbecue de Panama City. Ainda bem que me aceitaram, pq o resto que ainda não tinha joboffer foram pra Mc Donald´s em lugares sem graça.
Os próximos passos foram esperar o DS (sempre o pior deles), marcar o visto, que eu tive que remarcar umas 2 vezes por atraso no meu DS e no do meu amigo que ia pra SP antes da viagem comigo (ele passou na entrevista em SP pra ir pra Clearwater).
Meu embarque era dia 10 de dezembro. Tirei o visto dia 07 de dezembro e busquei meu passaporte no consulado horas antes do embarque.
Chegando em Panama City, minha orientadora (que, aliás, é a mesma de hoje, do HCP) tinha me orientado a ir pro Sonny’s. Pq, do mesmo jeito que funciona os da Disney, no work os orientadores tem que conversar com os responsáveis em SP, pra eles falaram com o sponsor nos EUA, pros sponsors falarem com o empregador e depois voltar toda a informação até chegar no PAX de novo. Já brincaram de telefone sem fio? EXATAMENTE. Nunca chega a informação correta onde tem que chegar. Anyway… o que chegou até mim era que eu tinha que ir pro restaurante, quando na verdade a mulher da empresa de RH que me contratou ia buscar no aeroporto. E lá fui eu, com todas as minhas malas, pro Sonny’s. Cheguei lá tudo fechado, meia dúzia de pessoas limpando o lugar, me mandaram esperar e eu apavorada, só pensando: QUE QUE EU TÔ FAZENDO AQUI?!!?! Algum tempo depois a Patsy (mulher que tem uma empresa de RH que contratou os brasileiros) foi me buscar e me levou pra casa onde eu ia morar, que era dela, só pra alugar pros estrangeiros que ela leva pra trabalhar em Panama City.

1817 Danford – minha casa

Entrando na casa encontrei o Filipe (Recife), a Mari (SP), a Cyntia (Campinas), a Andressa (SP) e a Dani (Campinas). Já tinha falado um pouco com todos eles pelo orkut. Naquela hora eles tavam saindo pra assinar a papelada no escritório de RH. O resto da viagem inteira eles ficaram me zuando pela cara de APAVORADA que eu tava naquele momento. O que eu menos queria era ficar sozinha, mas não tinha mais lugar no carro e eu tive que ficar em casa. Morreeeeendo de fome, sem saber pra onde ir pra comer e com medo de sair e o povo voltar. Isso era umas 10 da manhã, eles voltaram pra casa 19h, imagina!?! Daí já fomos da Grocery(mercadinho) comprar comida e aí sim hehehe.
No dia seguinte fiquei sabendo que a Dani ia embora, não se sentiu bem, não se adaptou longe da família e do namorado… acabei comprando a bike dela e fomos cedo conhecer Panama City Beach. Um frio do cão.
Lá passamos da frente do Tropical Smoothie, que era onde o Filipe, a Cyntia e a Dani (se continuasse lá) iam trabalhar. Eles entraram pra se apresentar e a surpresa que veio do gerente foi: UÉ, NÃO ESTOU SABENDO DE NINGUÉM QUE VEM TRABALHAR AQUI NÃO, CONVERSEI COM A PATSY UMA VEZ HÁ MUITO TEMPO, MAS NÃO PASSOU DISSO.
Imagina nossa cara?!?! Simplesmente a job offer era fake e o emprego não existia. Fomos loucos achar o Sonny’s da praia, onde alguns de nós iria trabalhar, pra ver se pelo menos eles sabiam de alguma coisa. Eles sabiam, mas não iriam aceitar a gente até janeiro pq o movimento estava muito fraco. Cara de bunda – versão 2.
Voltamos pra casa indignaaaados, pensando no que fazer. Uns não tinham emprego nenhum e outros só teriam em janeiro.
Chegando em casa o resto dos nossos rommates já estavam lá, eram: Rodolfo (São José dos Campos), Fernando (SJC, primo do Rodolfo) e Michelle (SP). Eles já foram perguntando se a gente já tava trabalhando e tiveram que ouvir a BREAKING NEWS.


Rommies: Mari, Fernando, Rodolfo, Michelle, Filipe, Andressa e  Cyntia

Dia seguinte conversamos com a Patsy sobre essa situação e ela disse que nos arranjaria bicos, até que todos fossem colocados no Sonny’s. Ela começou a nos arranjar por ordem de chegada. Uma foi trabalhar numa cidade vizinha lavando prato em uma empresa, outra foi pro escritório de uma fábrica de placas luminosas (tipo aqueles M gigante do Mc Donalds), e no fim acabou ficando o resto do programa lá mesmo, os meninos foram ajudar um amigo da Patsy a mudar de casa (mas ganhavam 50 dolares em cash por dia e almoço de graça) e eu fui a última a ser colocada pra trabalhar. Agora sim… lá vai minha saga. Leiam isso, que é engraçado:

1º fui pra um banco, era um job de 1 semana pra substituir uma pessoa. Comprei roupinha social, toda certinha. Cheguei no banco e o desespero começou. Não tinha treinamento. Simplesmente me jogaram como secretária, pra atender as pessoas que chegavam e os telefonemas, queriam que eu decorasse todas as pessoas de todos os departamentos em menos de 1 hora. E eu sou a pessoa mais leiga do mundo quando o assunto é banco, fora que tenho pavor (sim, PAVOR) de telefone. Lembro que um cara chegou bravo na minha mesa perguntando o que fazia pq o caixa eletrônico tinha comido o cartão dele. Eu só fiquei olhando pra cara do sujeito e pensando: “respondo, chuta a máquina até rachar no meio, talvez?!” Resultado: a mulher que estava “me acompanhando” tinha que ficar resolvendo os meus problemas o tempo todo. Uma hora ela veio: Querida, a Patsy já está vindo te buscar. 1º emprego: 2h15minutos de trabalho. VOCÊ ESTÁ DEMITIDA!

2º Era um job de 1 dia, só pra substituir a faxineira da fábrica de placas que a Mari tava trabalhando. Imaginem um lugar sujo? Cheeeeio de pueira, onde cortam madeira o dia todo. E os banheiros? Tive que limpas uns 20 mictórios. Só dava eu pra lá e pra cá com meu carrinho de limpeza. Foi meio nojento? Foi. Mas nada que fosse me fazer jogar a toalha (desculpe o trocadilho) ou coisa assim. Foi uma experiência legal. Uma mulher brasileira que trabalhava lá até queria que eu ficasse mais tempo, mas não tinha como. 2º emprego: 1 dia. Uns 50 doláres de paycheck. BYE BYE GOOD LUCK IN YOUR NEXT JOB.

3º “Você vai trabalhar em uma transportadora, lá você pode ficar até ir pro Sonny’s. Não é pesado não, já coloquei mulheres lá e não tiveram problema. Passo amanhã as 8am pra te buscar”. E lá vou eu de novo. E todos esses outros dias eu ficava em casa enquanto tava todo mundo ganhando suas doletas, preenchi application pra vários lugares mas nenhum me retornou. E esses bicos não eram um dia seguido do outro, sempre tinha um bom intervalo de tempo. Bom, fui lá pra transportadora, que agora não me lembro o nome, toda arrumadinha, de camisa, blaser, sapato. Quando entrei, imagina um galpão super pequeno e imundo? Falamos com o gerente, ele pediu pra eu dar uma olhada no que o outro cara tava fazendo pra eu ter uma idéia: Era um armário (um cara grande, fortão), com aquelas luvas pra carregar peso, descarregando uns sacos de um container, colocando na empilhadeira pra depois descarregar no container do lado. E ele fazia uma super força pra isso. Eu só fui diminuindo né, querendo sumir?! MEEEEEEEDO! Não não, é tranquilo pra mulher, disse a Patsy. OK, tô vendo. Depois que ela foi embora o manager foi conversar comigo, disse que naquele dia só teriam aquilo pra descarregar que iria dispensar todos os funcionários. E me explicou, muito gentilmente, que iria me pagar pelo dia todo, mas que não daria certo. E óbvio que eu fiquei super aliviada. Realmente não tinha condições. Liguei pro escritório de RH, uma funcionária foi me buscar e eu avisei pra ela que não voltaria no dia seguinte, que o manager falou que não daria certo. Ela achou super estranho que ele não tinha falado nada pra ela, achou que deveria ter sido engano meu e iria conversar com a Patsy. Mais tarde ela me liga dizendo que foi mesmo engano meu e que eu deveria estar lá as 8h no dia seguinte. Ok né, vamo que vamo. Coloquei uma calça confortável, uma camiseta, um tênis, peguei minha humilde bicicleta e fui. Longe pra caraaaamba! No meio do caminho cheguei a chorar pq estava atrasada e cansada. Na transportadora só tava o cara que dirigia a empilhadeira e o armário que descarregava. E lá fui eu botar a mão na massa. Dessa vez eram aqueles rolos gigantes de tecidos de uns 20 quilos (ou mais) cada, super desajeitado pra carregar. A gente tinha que levantar e meio que jogar na empilhadeira. Tem que ter MUITA força, até pro armário era pesado, sendo que ele tava com aquela super-luva e eu with naked hands. 1 hora depois tava suando feito uma louca, mas no pique. Lá pelas 10h30 eu me conformei que realmente aquele não era o trabalho pra mim, tava mais atrapalhando que ajudando e resolvi falar com o manager assim que ele aparecesse. Expliquei que não daria e tal, e ele me disse: Achei estranho quando te vi hoje, a gente tinha conversado ontem que não daria certo, mas eu vou te pagar por hoje, fica tranquila, já arrumei outra pessoa. ME SEGURA QUE EU VOU MATAR A PATSY, era o que eu deveria ter dito. Voltei pra casa ainda antes do meio dia. 3º trabalho: umas 3 horas, muito suor, vergonha e de volta para a estatística do desemprego. I’M SORRY, STRONGER CANDIDATES EXISTS (/piada interna, e dessa vez literalmente stronger).
O mais engraçado era chegar em casa cedo assim, dessa vez povo já me olhava e dizia: DEMITIDA DE NOVO?!

4º 9h da manhã, estava dormindo, toca o telefone, era a Patsy: “O que você vai fazer agora?” Vou pensar em como dominar o mundo Pink. “O dishwasher do Sonny’s da praia faltou, vc quer ir pra lá trabalhar durante o almoço?” Vamos né, qualquer esmola tá valendo. “Então se arruma que eu tô passando em 20 minutos.
E lá fui eu lavar prato. Primeiro tive que aprendar a mexer naquelas máquis gigantes. Mas na hora que o restaurante abriu (11h) foi lotando e a pilha de louças aumentando. Quase não dava mais pra me ver ali atrás de tanta coisa. Até que uma alma mto caridosa (uma das meninas que prepava o salad bar) foi me ajudar e aí sim percebi que aquele negócio só vai com prática mesmo. Uma loucuuuuuuura. 14h acabou meu shift e eu voltei pra casa. 4º emprego: rápido e indolor, algumas doletas a mais. SEE YOU IN 1 MONTH (continuem lendo que vcs vão entender essa mais pra frente).

Daí foi natal, a no novo e FINALMENTE nos aceitaram no Sonnys. Eu, Fernando, Cyntia, Filipe e Andressa fomos pro da cidade, Rodolfo e Michelle pro da praia. Eu, Fernando, Cyntia e Andressa ficamos de servers (garçons) e o Filipe de cook (cozinheiro). No treinamento foi uma loucura, a gente só se olhava e dava risada. Carregar bandeijas, marcar pedido, pegar bebidas, fazer a conta. Em casa a gente ficava memorizando e fazendo testes um com o outro pra decorar as siglas de todos os pratos pra quando fazemos o pedido pra cozinha. E a Andressa começou o treinamento uns dias depois do resto, não aguentou e foi trabalhar no RH de uma multinacional, a Oceaneering.


Sonny’s Barbecue Panama City, Florida

Agora sim, todo mundo empregado, tudo ótimo. 3 semanas depois, sábado de manhã antes de sairmos pra trabalhar, toca o telefone, era a Patsy contando que aquele seria o último dia de quem era server. YOU ARE FIRED AGAIN BABY. A Cyntia só ia trabalhar a tarde, então fui eu e o Fernando. Aquele climããão de velório, ninguem nem falou com a gente. Descobrimos que um dos motivos de terem nos mandado embora era ciúme das servers mais antigas e também pq foram uns Ghost Costumers (gente da própria empresa que vai no restaurante avaliar o serviço) e os caras caíram numa mesa MINHA!!! Me senti super culpada, mas tudo bem. Depois a Patsy avisou que o Sonny’s da praia tinha aceitado eu e a Cynthia pra servers e o Fernando iria trabalhar na fábrica de placas (aquela onde eu fui faxineira e a Mari tava trabalhando).


Panama City Beach, Florida

No começo a gente se assutou muito, era o dobro de mesas pra cada uma cuidar, o dobro do tamanho do outro restaurante, com o triplo de movimento. Mas pegamos o jeito muito rápido. Ah, tudo em dobro, óbvio que o salário tbm seria né?! Isso foi ótimo. As tips era ótimas, aliás, não tem nada melhor que receber em tips. Vou sentir falta disso na Disney. Depois a Mari pegou part-time como cashier (caixa) e ficou quase todo mundo no mesmo Sonny’s até o final do programa.


Co-workers: Rodolfo (cook), Fernando (server), eu (server), Filipe (cook) de uniforme.

Tenho que contar uma história que aconteceu nesse período que eu preciso contar! 4 horas da manhã, eu dormindo no meu quarto (era o quarto só meu), entram Filipe e Andressa desesperados, arrombando a porta: TEM GENTE TENTANDO ENTRAR EM CASA, VAMOS SAIR POR AQUI E PEDIR AJUDA. A porta da frente da casa era no meu quarto, e a dos fundos que era a sala. Os dois abriram a porta e sairam correndo pra fora, enquanto isso, olhei pro lado, na janela que dava pra garagem, e vi um carro com a luz acesa saindo. Levantei e fui acordar os outros meninos no quarto deles. Na hora o carro já tinha ido embora, perceberam que tinha gente acordada na casa. Foi todo mundo pra sala, chamamos a polícia, que apareceu, JURO, em menos de 3 minutos. Depois ficamos conversando, muito apavorados, sobre o que poderia ter sido. A Andressa foi quem percebeu que tinha alguém parando na garagem e ela chegou a ver que era um casal e eles conseguiram abrir a porta (a da sala), mas lagaram daquele jeito pq perceberam que ela tava lá. Ficou todo mundo sem fala, só imaginando as possibilidades. Ninguém ligou pra contar pros pais (só eu, e minha mãe avisou a menina da STB). Mais tarde conversamos com a Patsy e ela disse que era bem provável que fosse uma menina russa que morava antes de nós. Ela arrumou um namorado e ficou ilegal nos EUA, trabalhando num strip club 1 quadra da casa. Deve ter saído de madrugada, procurando um lugar pra “ficar” com o namorado ou algum cliente, e já que tava ali perto e tinha a chave, pq não invadir?! Agora a gente ri da história, mas na hora foi punk.

Continuando…em fevereiro teve meu niver, e uns dias depois fui com um amigo do Rio, a namorada dele e o Fernando pra Orlando, fomos na Universal, Island of Adventure, Downtown Disney e a um jogo da NBA, que foi incrível. Só 2 dias, mas foi muuuuito bom. Só senti por não ter ido em nenhum parque da Disney.


Festa do meu aniversário e com a galera em Panama City Beach, no Spring Break.


Em Orlando: Jogo da NBA e Universal Studios

Depois do programa fomos, eu, Mari, Cyntia e Filipe pra New York. Fiquei 1 semana, os outros ficaram menos. No trecho de avião Orlando – NY (fomos até Orlando de carro), minha mala foi extraviada. A mala que tinha todas as coisas que tinha comprado, as lembranças dos 3 meses etc etc etc. Nunca me senti tão mal na minha vida. Não conseguia comer, estava no lugar que eu mais AMO e não conseguia achar graça em nada. Só pensava em ligar de 5 em 5 min pra ver se tinham notícias da mala. Até que no 4º dia, uma amigo de internet da minha mãe que mora em NY e é advogado, foi me encontrar no hotel e ligou pra cia aéria (a American Airlines). Foi quando finalmente tive alguma notícia, depois de terem mandado pro hotel uma mala que não tinha absolutamente nada a ver com a minha. Resultado: aquela que me mandaram tinha sido trocada com a minha, e a minha tinha ido pra Lima, Peru. E estava voltando no próximo vôo. No dia seguinte eu recebi ela no hotel. TODA suja e sem vááárias coisas dentro. Fiquei puta, mas aliviada por estar voltando pro Brasil com ela.
Em NY fomos em um jogo da NBA no Madison Square Garden, fizemos os passeios turísticos básicos e assistimos Chicago na Broadway. Não recomendo pra ninguém, a não ser que vc já tenha assistido uns 10 espetáculos de lá, não vale a pena, as roupas não mudam nenhuma vez, nem o cenário, é tudo estático. Super sem graça!!!


NY: Cyntia, Filipe, Mari e Eu no Rockfeller Center e  Eu e Felipe na Times Square.

Post ficou maior do que eu esperava, de novo. Espero que alguém tenha paciência de ler, e principalmente comentar. Se quiser fazer perguntas eu respondo nos próprios comentários.
Pra ver fotos do meu programa é só achar a barra do Flickr aqui do lado que lá tem a maioria.

Mas sem dúvida nenhuma o melhor de toda essa experiência foi os amigos que fiz. Rodolfo e Fernando viraram irmãos pra mim. São histórias que a gente nunca vai esquecer! E no fim achei muito bom não ter ido pra Clearwater, meu amigo que foi, disse que não ganhava mto, morava num lugar péssimo, com umas pessoas que não se davam muito bem. No fim, acho que dei sorte.

Mas tô prontíssima pra outra hehehe que venha o Hospitality Certificate Program.





Manhêêê, ainda falta muito pra chegar???

5 07 2008

Continuando o processo antes do embarque…

Voltei de SP na segunda e na quarta meu passaporte chegou. Só que o porteiro do prédio esqueceu de me entregar (fala sério) e só me deu na quinta, quando eu tava saindo pra trabalhar. E ainda teve a cara de pau de me dizer: “Espera aí que tem um sedex pra vc. Esqueci de entregar ontem mas pode ser importante”. Não pude perder essa e respondi: “É, é MUITO importante”.
Sentei no carro, abri o envelope, tudo certinho com meu passaporte, meu visto tava lá, o meu J1 antigo todo riscado, o DS2019 grampeado, e um pequeno detalhe:
BEARER IS SUBJECT TO SECTION 212 (E).
TWO YEAR RULE DOES APLLY.

Juro que na hora fiquei sem reação.
Pra quem não sabe, essa regra é um pouco confusa, mas basicamente, quem cai nela não pode tirar vistos do tipo H e L durante os 2 anos após a volta para o país de origem. Até aí tudo bem. Mas vem um papel junto com o DS explicando essa regra, e lá tbm diz que vc pode estar sujeita a ter qualquer outro visto negado por causa dessa bendita 212. Ou seja, estender o programa seria ainda mais difícil com isso estampado no passaporte.
E como diz a Miba, caí na malha fina do J1. É um troço totalmente aleatório. 6 pessoas foram no mesmo dia que eu, vários guichês diferentes, 3 cairam na regra e 3 não. Coisas que só quem trabalha no consulado americano entende, e olha lá.
O que me preocupou mais era que tava rolando um boato de que o pessoal que foi em abril ia conseguir estender o programa por mais 6 meses. Não preciso nem dizer que o pessoal de julho já tava sonhando com isso né?! E depois vem esse balde de água fria no meu visto, eu quase entrei em pânico.
Fui me acalmar lá pelas 11 da manhã, do contrário não iria mais conseguir fazer nada. Só pensava em todo mundo feliz com a renovação, dia 16 de janeiro eu indo embora e me despedindo de quem ficaria. Credo.
Mas depois também, comecei a pensar que voltar seria uma boa. Iria mudar de uma vez de Londrina (já mencionei que tenho ódio mortal dessa cidade?), trabalhar numa coisa legal, mudar de vida mesmo, e de novo.
Só que no fim, parece que a história de estender o programa não passou de boato mesmo. Pelo jeito a mamata é só para os americanos. Vamos ver né.

Mas agora falando de coisas mais animadoras, peguei minha passagem e meu seguro saúde na STB. Já tá tudo certooooo. Só embarcar, tem noção? Desde janeiro esperando por isso e agora faltam 16 dias. Pra mim parece que é amanhã!
E sabem que eu tô curtindo muito esses processos todos que passamos até chegar aqui? E isso tem um único motivo: os amigos que fiz até agora. Vou sentir falta de entrar no msn e fazer chats, conversar sobre besteiras, sobre o programa, sobre a Disney (claro)… Lá tudo vai ser um pouco diferente, melhor, bem provável, mas sei que, por problema de horário e localização, não é tão fácil ficar perto das pessoas que a gente gosta.
Pode soar meio besta o que eu vou falar, mas esses amigos que eu fiz até agora me fazem ter certeza de que eu posso esperar o melhor do futuro. Me dá aquela sensação de que tudo vai ficar melhor (como na música do outro post) heheheh. Foi exatamente o que eu senti quando os meninos de POA foram embora de SP. Respirei alivada, sei lá heheheh.

Devaneios à parte… hoje tava fuçando no fotolog de umas pessoas (adooooro fuçar, fuço meeeeesmo), e resolvi procurar pelo meu fotolog que eu jurava que estava com as cinzas espalhadas pelo mar vermelho. E não é que ele ainda existe? Foi muito engraçado rever as fotos que tinha colocado em 2004. E já que ele tá vivinho da silva, resolvi reativar. Então, visitem: www.fotolog.com/ana_kley Como é mais rápido, eu devo atualizar com uma certa frequência, mas não prometo nada (já prometi tanta coisa até hj que ninguém mais deve acreditar em mim).

Outras novidades: Em 1 semana saio do meu emprego atual. Quarta tem festinha de despedida, provavelmente um churrascão na agência mesmo. Já tentei fazer uma despedida com meus amigos daqui, mas não deu mto certo. A maioria já se mudou e os que restavam por poucos dias não compareceram. Mas enfim, mudar de vida, lembram? :)
Não sei se já contei aqui, vendi meu Macbook! Tão triste hehehe Mas deixei bem claro que só entregaria 1 ou 2 dias antes do embarque. Imagina eeeeuzinha sem computador?!!! No way baby.

Quê mais?!
Assisti Wall*E essa semana. I-N-C-R-Í-V-E-L. Nossa, indescritível. Quem ainda não viu, tá fazendo o que lendo isso aqui????? Vai pro cinema Já!!!!!! Sério, é um daqueles filmes obrigatórios. E não tem como não gostar. WARNING: Se prepare pra dar boas gargalhadas e entrar no clima de romance.

Já comprei quase tudo que tava faltando pra levar. Pretendo começar a arrumar a mala bem antes, pra deixar só realmente o que for muito necessário. Ainda não sei se levo 1 ou 2 malas. Não queria ter que gastar dinheiro comprando outra lá no fim do programa. Mas vamos ver… pq é um saco ficar carregando um monte de coisa.
Ah, falta tbm pagar a taxa do assessment fee (do housing da Disney), são 85 dólares que podemos pagar por um site ou quando chegarmos lá. Muito mais fácil pagar aqui. E tbm tenho que comprar minha passagem Londrina-São Paulo. Deu um rolo pq a Delta não aceita mais vôo interno com conexão e eu vou ter que comprar por minha conta, quando na verdade estava combinado que o trecho interno estava incluso no pacote da Stb.
Bom. Acho que é isso…

COMENTEM!!! ;)





A Ilusão da Vida: Estudos Sobre a Evolução do Cinema de Animação//Parte 1

1 07 2008

Como havia prometido, vou começar a postar aqui parte do artigo que fiz para a conclusão do meu curso de Publicidade e Propaganda.
A primeira parte é uma breve história da animação, desde os primórdios, citando os principais animadores e estúdios, incluindo, claro, a Disney. Pra quem se interessa pelo assunto é uma fonte interessante. E tem vários livros legais de pegar a referência.
O artigo tem o título “A Ilusão da Vida” em homenagem ao livro Illusion of Life, escrito por 2 animadores da era clássica da Disney, Frank Thomas e Ollie Johnston, e considerado a bíblia da animação. Outro motivo é que o artigo fala sobre a animação em 2D e 3D na tentativa de imitar o mundo real.
Logo mais posto a parte 2, que fala sobre a animação clássica, ou seja, em 2D.
Como já devo ter dito, é um assunto que me interessa muito e pretendo, quem sabe, até seguir essa linha de pesquisa no futuro.

ATENÇÃO: Esse artigo é apenas para consulta!!! Professores estão cada diz mais espertos com cópias de trabalhos, já que é muito fácil descobrir. Além do mais, a maioria das faculdades exige um TCC (trababalho de conclusão de curso), o que não é o caso desse trabalho, classificado apenas como um artigo.

A ILUSÃO DA VIDA:

ESTUDOS SOBRE A EVOLUÇÃO DO CINEMA DE ANIMAÇÃO

Ana Carolina Kley Vita

1. Animação das Origens aos Dias Atuais

Podemos dizer que a história da animação começou em dezembro de 1895, quando os irmãos Lumière apresentaram fotografias animadas com o seu cinematógrafo, que servia tanto para projetar quanto para filmar. A primeira exibição foi de filmes curtos, como A chegada de um trem à estação e A saída dos operários de uma fábrica. [1] Mas é a partir da invenção dos irmãos Lumière que hoje o cinema existe e pôde se desenvolver em uma forma de arte e expressão.

Em 1906, James Stuart Blackton, artista plástico e ilustrador, realizou o primeiro desenho animado, Humurous Phases of Funny Faces. É um filme de curta duração, que apresentava diversos efeitos experimentais. No entanto, ele não era totalmente animado, pois a mão de Blackton aparecia em alguns momentos. Nesse filme, o que impressionou foi a utilização de letras formando o título sozinhas[2].

Dois anos depois, o caricaturista francês Emile Cohl lança Fantasmagorie (1908), considerado o primeiro curta-metragem produzido inteiramente em animação, demonstrando uma melhora significante nas técnicas até então utilizadas. Emile Cohl mostrava personagens ativos e com movimentos mais convincentes.

Não há como falar da história da animação sem mencionar Winsor McCay, um artista de Nova York que fazia ilustrações e tiras para jornal até descobrir na arte da animação uma maneira de dar vida às suas histórias. Seu primeiro filme foi Little Nemo em 1911, e ao todo foram 10 curtas até 1921. McCay ficou conhecido por colocar humor em seus desenhos. Em um deles, chamado Gertie (1914), ele dá vida a um dinossauro com humor e personalidade, com a principal finalidade de entreter o público. Esse filme, se exibido hoje ainda receberia as mesmas risadas que há décadas, quando estreou. Outro de seus filmes é Sinking of the Lusitânia (1918), cujo conteúdo e estilo foi diferente de tudo o que já havia sido produzido até o momento, pois foi feito como um documento sobre o ataque a civis pela Alemanha, e tinha a intenção de despertar emoções e usar animação como forma de expor o que estava acontecendo na guerra naquele momento. Winsor McCay é considerado um dos melhores animadores da história[3].

Até esse momento, início da década de 1910, os artistas estavam mais preocupados em dar movimento aos seus personagens e nas técnicas que poderiam utilizar para esse fim, quando, já em 1914, o mercado era considerado saturado, as novidades haviam esgotado e o público pedia algo novo. Foi o que impulsionou os artistas a buscar novos recursos expressivos através da própria arte, pois:

Não se tratava de desvincular a arte da animação da técnica que lhe permitia existir (algo impossível), mas submetê-la a determinações artísticas – afinal, parte da riqueza artística está justamente na habilidade da exploração técnica. Para a emergência da animação como arte, tornava-se imperativo o deslocamento da técnica de animação do centro de atenção do espectador. (LUCENA, 2005, p. 49).

Os animadores conseguiram, então, reavivar a animação aos olhos do público. É nesse momento que surgem os estúdios de animação para suprir a necessidade de produzir mais filmes, de maneira rápida e barata. Grande parte dos artistas convidados a trabalhar nestes estúdios, comandados por autodidatas, tinham formação artística em escolas de belas-artes, com sólida base em desenho e pintura. Foi assim que, entre 1910 e 1940, houve um notável desenvolvimento técnico e artístico da animação[4].

Das novas ferramentas que surgiam, a maior delas apareceu em 1914, criada pelo animador norte-americano Earl Hurd: o desenho sobre folhas de celulóide, ou células, chamadas no Brasil de acetato e nos Estados Unidos de cells. Essa invenção proporcionou maior liberdade artística. Além disso, as figuras e os personagens ganharam independência dos cenários, que agora poderiam ser fotografias, pinturas ou de qualquer outra natureza. O uso do acetato foi institucionalizado como padrão na indústria e deu à animação o verdadeiro status de criação artística[5].

Em 1915 é inventada a técnica da rotoscópia pelos irmãos Max e Dave Fleischer, criadores de personagens antológicos como Koko, Popeye e Betty Boop. A rotoscópia é “uma seqüência de imagens reais pré-filmadas que era projetada frame a frame (como um projetor de slides) numa chapa de vidro, permitindo que se decalcasse para o papel ou acetato a parte da imagem que se desejasse”.[6] Com essa técnica surgiram vários filmes que misturavam desenho animado com live-action, ou transformavam pessoas reais em animação, para que os personagens não perdessem o ritmo e a sensação de realidade. E foi assim que começou a discussão sobre a representação da natureza. Não se abdicaria totalmente da referência do mundo físico, mas o importante era que o artista colocasse a sua visão ao representar a natureza, para que seu objeto ganhasse o status de objeto artístico. A simples reprodução total tornaria o objeto inexpressivo. Por isso, foram os filmes técnico-científicos que fizerem uso das técnicas realistas da rotoscópia.

Em meio a essa discussão surgiu um personagem que se tornou tão popular quanto Chaplin: o Gato Felix, aclamado entre 1919 e 1930 no mundo todo, ultrapassando as barreiras de classe social e idade. Felix, uma criação de Pat Sullivan e Otto Messmer, podia pensar e resolver problemas. Podia transformar seu rabo em lupas, lunetas e até pontos de interrogação. Suas histórias traziam seqüências de gags inteligentes e espirituosas. Durante a década de 20, Felix serviu de inspiração para outros estúdios, inclusive Disney, na série Alice in Cartooland; no personagem Oswald, o coelho, primeiro astro animal do estúdio, e também Mickey Mouse, com suas formas arredondadas e preenchimento preto.

Em 1924, Max Fleischer produz a série Song Cartunes. O primeiro título foi My Old Kentucky Home e foi o primeiro a utilizar um sistema de som inventado por Lee De Forest chamado Phonofilm. Entretanto, essa produção provou que ainda havia um longo caminho para que desenhos animados pudessem ter som sincronizado. Foi na estréia do personagem mais famoso de Disney, o Mickey Mouse, no curta metragem Steamboat Willie (1928), que música e efeitos de som foram sincronizados de acordo com as ações do personagem, colocando Mickey, assim como Chaplin e Felix, no “hall da fama”.

A década de 30 foi chamada de “a renascença dos estúdios de animação”, com muitos deles saindo de Nova York para se juntar aos grandes estúdios em Hollywood. Apesar disso, em 1932 o estúdio criador do Gato Felix fechou suas portas após a morte de um de seus principais criadores, Pat Sullivan. Mas foi nesse mesmo período que Max Fleischer apresentou a primeira personagem de desenho feminina: Betty Boop, um ícone até hoje. Contudo, a década pertenceu aos estúdios Disney, que introduziu seus novos personagens: o Pato Donald, Pluto e Pateta. Segundo Howard Beckerman (2003; 36, tradução nossa): “Era difícil que algum estúdio conseguisse um trabalho como o de Disney devido ao seu cuidado meticuloso com as histórias, efeitos sonoros, música e cor”.

Também em 1932 a empresa Technicolor anunciou uma grande evolução no sistema de colorir filmes. Até então houve algumas tentativas de colocar cor em animação. Winsor McCay coloriu à mão seu filme Little Nemo, uma prática que começou em 1890. Outro processo chamado kinemacolor, introduzido por Charles Urban, foi muito popular, mas durou pouco. Em 1920 J.R. Bray utilizou um processo de fórmulas químicas criado pela empresa Brewster Color no seu filme The Debut of Thomas Cat. Esse tipo de processo criava arranhões nos filmes, e o mesmo acontecia com os primeiros desenvolvidos pela Technicolor. Foi em 1932 que Disney apresentou o primeiro filme utilizando a nova técnica de três cores da Technicolor. Esse filme, parte da famosa série Silly Symphonies, foi intitulado Flowers and Trees e recebeu o primeiro Oscar® de melhor desenho animado. Foi então que Disney fechou um contrato exclusivo com a Technicolor para o uso dessa tecnologia. [7]

Nos anos 30 também começam a aparecer animadores que destacam o uso expressivo das técnicas pouco utilizadas. Mary Ellen Bute utilizou diversos recursos, desde animação com recortes até a animação de objetos com a técnica tridimensional de pixillation. Outro animador de destaque foi o norte-americano Douglas Crockwell, que utilizava camadas de vidro móveis, onde pintava com tintas plásticas imagens que se completavam.

Até os anos 1940, a animação era considerada sinônimo de desenho animado, mas logo provou-se o contrário. Os animadores souberam demonstrar que o que faziam era uma forma de arte através do movimento, e mesmo cada frame poderia ser considerado uma obra de arte. Além disso, perceberam outro potencial que poderia ser explorado através da animação: o de contar histórias e emocionar o público. Esse pensamento foi estimulado, principalmente, pelo primeiro longa-metragem animado: Branca de Neve e os Sete Anões, em 1937, que desmistificou a idéia de que animação deveria ser essencialmente engraçada, com uma seqüência de gags. Os críticos e o público não acreditavam que um filme de 83 minutos todo em animação pudesse entreter, e principalmente, emocionar, mas foi exatamente o que fez Branca de Neve e os Sete Anões.

Com esse filme, Disney e seus artistas se tornaram a referência em animação, além de estabelecerem um paradigma. Disney estudou em escola de arte, por isso entendia bem os conceitos, mas percebeu que não desenhava tão bem quanto seus animadores e preferiu assumir a direção e o controle de todo o processo de produção. Com seus trabalhos, ele queria atingir a “ilusão da vida”, ou seja, os personagens deveriam ter sentimentos, parecer que pensam, respiram e estar inseridos em uma história que envolva a audiência[8]. Em entrevista Walt Disney declarou: “Estou interessado em divertir as pessoas, em dar prazer, particularmente fazê-las sorrir, ao invés de estar preocupado em ‘expressar-me’ através de obscuras impressões criativas”. [9]

Sobre a ascensão dos estúdios Disney, Alberto Lucena Junior[10] afirma que foi devido à percepção que Walt tinha sobre o potencial e o sentido da mídia, ou seja, ele soube explorar a animação de modo comercial, viabilizando produtos que se destinam ao consumo de massa. Disney tinha sensibilidade artística e via o cinema como uma forma de arte, e soube aliar isso à noção de entretenimento, estabelecendo, assim, os conceitos fundamentais da arte da animação.

Nos estúdios, Disney acompanhava de perto todo processo de animação e o trabalho de cada um dos animadores. Eram feitas reuniões para que todos vissem como ficaria cada cena através dos story-boards e pencil-tests (um teste à lápis dos movimentos, um certo esboço da cena final). Essas cenas eram discutidas, reformuladas ou banidas dos filmes, caso Disney não achasse que seria relevante.

Ele, como defensor da animação como arte, encorajava sua equipe a serem o mais espontâneos que pudessem. Era um exercício para a criatividade e estilo livre dos artistas. Charles Solomon, em seu livro The History of Animation[11] conta que Walt Disney costumava olhar os lixos do estúdio durante a noite para encontrar desenhos que os artistas desprezaram. Então, ele os pregava em um quadro para que todos vissem, como punição pelo desperdício do que era um bom material. O objetivo era que os animadores não perdessem a espontaneidade dos esboços, pois eles se preocupavam muito com o acabamento das figuras e com os detalhes. Então, Disney contratou para cada animador um assistente, que tinha a função de finalizar os desenhos e limpá-los para serem transferidos para o acetato. A nova categoria de profissionais ficou conhecida como clean-up men[12].

A fase de ouro da animação foi entre 1928 e 1940, principalmente devido às conquistas de Disney. Sobre isso, pode-se dizer que:

Não é nenhum exagero afirmar que o século XX não teria as feições culturais que o caracterizaram sem a influência do imaginário do mundo da fantasia criado a partir dos desenhos animados de Walt Disney. E esse sucesso se deve, inicialmente, ao enfrentamento dos problemas então existentes para a formulação de uma linguagem que verdadeiramente dotasse a animação de características artísticas próprias – a correta equação envolvendo imagem desenhada e seu movimento no espaço/tempo. A mais pura conquista da arte sobre a tecnologia que lhe permitia existir. Em outras palavras, ao sujeito que possuía o lápis (a tecnologia) foi oferecido um alfabeto (a arte), para que ele pudesse expressar-se. (LUCENA, 2005, p. 97)

Walt Disney viveu até 1966, quando, segundo o artigo Walt Disney, Sua Vida e Seu Legado[13], seu estúdio já havia produzido 21 longas-metragens de animação, 493 curtas, 47 filmes live-action, sete episódios de “A Vida Como Ela É”, 330 horas do Mickey Mouse Club e 360 outros programas de televisão. Vamos continuar analisando a obra dos estúdios de Walt Disney ao longo deste artigo com uma análise do filme A Bela e a Fera. Portanto, neste momento daremos continuação ao estudo sobre a história e a evolução da animação.

No final de 1941 os Estados Unidos entraram em guerra e os próximos quatro anos mudaram a maneira de fazer animação, além do seu uso e estilo. Até os heróis do desenho animado estavam defendendo seu país: Popeye serviu à marinha, Pato Donald serviu ao exército e o Super Homem combateu os inimigos de guerra. Imediatamente após o ataque a Pearl Harbor os oficiais da marinha americana ocuparam os estúdios Disney. Os animadores que continuaram ali serviram às necessidades da marinha, produzindo inúmeros curtas para o governo. Eram vídeos de treinamento, de navegação e identificação de aeronaves. Cada equipe das forças armadas trabalhava em conjunto com um estúdio de animação.

O ano de 1941 também foi o ano em que um cartoon da Warner Bros. Studio teve sua ascensão: Pernalonga, que em 1945 já era o personagem mais famoso, ultrapassando o Pato Donald. Com Pernalonga, surgiu uma série de personagens com cara de anti-heróis, totalmente aloprados, desengonçados e cômicos, de que todos se recordam, alguns deles são: Patolino, Frajola, Piu-Piu, Papa-Léguas, Coiote, Pepe Lepew, Taz, Tom e Jerry, etc.

No campo artístico surge a United Productions of America – UPA, fundada por animadores que saíram dos estúdios Disney insatisfeitos com a forma de trabalho e com a linguagem utilizada nos filmes. Eles achavam que animação não deveria tentar imitar a vida e buscaram um estilo livre, simples e focado no design, completamente diferente de tudo o que havia sido feito por outros estúdios. O objetivo era explorar formas gráficas e colocar suas opiniões de caráter social e político, assim como os pintores modernos. Alguns de seus filmes não possuíam cenário de fundo e a maioria tinha como presença forte a música, principalmente o jazz. Nos anos 50 a UPA fez muito sucesso, ganhando o primeiro Oscar® em 1951 com o filme Gerald McBoing-Boing, história de um menino que ao abrir a boca só produzia sons estranhos, como o de buzinas.

Não há um estilo único que podemos encontrar nos trabalhos da UPA, já que os artistas tinham a liberdade de dar o visual que quisessem a cada história não-convencional de seus filmes. Havia apenas duas proibições desde o início: nada de animais que falam e cenas de violência. Portanto, o humor estava presente na maioria dos trabalhos, como na famosa série Mr. Magoo, sobre um senhor idoso, extremamente atrapalhado e com boa parte de sua visão comprometida. Alguns dos mais relevantes trabalhos da UPA foram: Gerald Mc Boing Boing, Mr. Magoo, The Tell-Tale Heart, Root Toot Toot, The Unicorn in the Garden e Miserable Pack of Wolves.

A década de 50 ficou marcada pela queda dos longas-metragens de animação e a ascensão dos desenhos animados para a televisão. E ninguém fez isso melhor que o estúdio Hanna-Barbera com The Ruff & Reddy Show (1957), The Huckleberry Hound Show (1958) e no início dos anos 60: Zé Colméia e sua turma, Manda-Chuva, Os Flintstones, Os Jetsons e muitos outros.

O desenvolvimento das linguagens e implementação da informação no computador aconteceu nos anos 50. Mas os cientistas e engenheiros ainda desconheciam o potencial que a computação poderia ter no meio artístico. Já os artistas estavam interessados no avanço tecnológico e o que aquilo poderia trazer em termos de novas configurações visuais e automatização do movimento. O problema era que se os animadores ou artistas se dedicassem a aprimorar as tecnologias digitais, mudariam completamente o foco e deixariam sua arte[14].

Foi somente na década de 60 que surgiram computadores digitais que permitiam o uso da produção artística, ainda que precária. Essa foi a época em que os artistas começaram a questionar a tecnologia como forma de fazer arte. Alguns viam como algo muito impessoal, portanto, o oposto dela, que deveria ser a expressão do próprio artista. Em Arte da Animação[15], Alberto Lucena Junior afirma que “para que houvesse arte, a tecnologia tinha de tornar-se bastante flexível e ser absorvida como algo natural, como acontece com o lápis, invisível ao artista e ao observador”.

A década de 60 foi, então, marcada por questionamentos, apontamentos e o mapeamento daquilo que, nos anos 70, teria que ser estudado e aprimorado para que a animação computadorizada pudesse chegar perto de receber o status de arte. Talvez seja essa a razão pela qual a animação independente cresceu de forma relevante na década de 70.

Os avanços na computação gráfica contaram com a introdução de técnicas de modelagem, iluminação, textura e pintura digital. No campo da animação se torna recorrente o uso do 2D e do 3D, este com grandes limitações. Os objetos possuíam uma aparência de plástico reluzente e não correspondiam à vontade dos artistas de recriar a realidade. Segundo Alberto Lucena Junior[16] “a animação produzida pelos métodos tradicionais, na década de 1970, em termos de expressão artística continuava inalcançável ao mais sofisticado e caro aparato computadorizado existente”.

Na década seguinte houve uma expansão dos longas-metragens e animação para televisão. O uso da técnica de desenho em células dominava, e a arte do stop-motion era mais utilizada. Também houve um aumento no uso de computadores, já que em 1980 a IBM lançou os PCs (personal computers), e logo a seguir a Apple Computer lançou o Macintosh, fato que beneficiou, principalmente, as empresas pequenas e os indivíduos.

Foi nos anos 1980 que a Pixar Animation Studios começou seus trabalhos, inicialmente como uma divisão da Lucasfilm, que lançou em 1984 o filme The Adventures of Andre & Wally B. Em 1986 Steve Jobs (co-fundador da Apple Inc.) comprou o estúdio e no mesmo ano lançou Luxo Jr., tendo uma lâmpada como personagem principal que se tornou parte da vinheta de apresentação da Pixar. Luxo Jr., assim como todas as produções do estúdio, é uma animação 3D e foi um dos primeiros indícios de que era possível passar sentimento e construir um personagem marcante através da computação gráfica. O principal nome da Pixar é John Lasseter (Vice-presidente Executivo do Departamento de Criação) que anteriormente era um dos animadores da Disney e “transformou-se no mais bem-sucedido artista a explorar os recursos oferecidos pela computação gráfica”, citou Alberto Lucena Junior[17].

E foi na década de 1980 que o estúdio Disney voltou a produzir os clássicos longas-metragens, como: O cão e a raposa (1981), O Caldeirão Mágico (1985), A Pequena Sereia (1989) e Bernardo e Bianca na Terra dos Cangurus (1990).

Em 1982, Disney lança Tron, filme do gênero ficção científica, que foi o primeiro a utilizar grandes seqüências totalmente produzidas com a computação gráfica e também representou a primeira grande demonstração da arte através dessa técnica. Tron, apesar da alta qualidade visual, não fez o sucesso esperado por possuir uma trama confusa e personagens sem apelo.

Em 1988, Disney estréia um dos grandes sucessos do cinema: Uma cilada para Roger Rabbit, produzido pela Disney em colaboração com o diretor Steven Spielberg. Esse longa-metragem contava com a perfeita sincronia entre personagens reais e animados.

Os anos 80 ficaram marcados pela transposição da tecnologia de computação gráfica das mãos dos cientistas para as dos artistas. Foi desenvolvido um sistema de pintura digital chamado Paint e usado no filme Jornada nas estrelas II: a ira de Khan, colocando a Lucasfilm como um dos estúdios precursores da tecnologia de processamento digital de imagem. O sucesso desse trabalho fez com que a Disney assinasse um contrato com a Pixar para implementar o Computer Animation Production System (Caps), um sistema de pintura digital feito sob medida para o processo de animação 2D.

Esta foi a década em que os artistas conseguiram a tão desejada reprodução da realidade e a descrição das coisas e fenômenos da natureza. Também foi a década de estréia de Os Simpsons (1989) que hoje é a série de maior duração do gênero; da popularização do Anime (gênero de animação japonês) e o começo da animação para adultos.

Já os anos 90, com a animação mais popular que nunca, foi a década de estréia do canal Cartoon Network (1992), inicialmente para crianças, até que, em 1994, começa a exibir o Adult Swim, uma faixa de desenhos de conteúdo adulto. Na mesma linha, a MTV exibe Beavis and Butt-Head (1993) e South Park (1997). No Brasil começam as transmissões da Nickelodeon, mais um canal de animação infantil e sitcoms americanos. Entre os maiores sucessos da Nickelodeon estão: Bob Esponja, Ren & Stimpy, Rugrats, Doug, Yu-Gi-Oh!, Hey Arnold! e Os Padrinhos Mágicos. A computação gráfica foi inserida nos filmes da Disney, os primeiros foram Bernardo e Bianca na Terra dos Cangurus (1990), A Bela e a Fera (1991) e Aladdin (1992). Em 1995 a Pixar e a Disney lançaram o primeiro longa-metragem inteiramente produzido com a ajuda da computação gráfica e o uso do 3D: Toy Story. O filme foi um sucesso mundial e foi apenas o primeiro de um novo legado de filmes gerados por computador. Em 1998 foi a vez de Vida de Inseto, seguido de Toy Story 2 (1999), Monstros S/A (2001), o mais lucrativo até hoje: Procurando Nemo (2003), Os Incríveis (2003), Carros (2006), ano em que a Disney comprou a Pixar, e Ratatouille (2007). Outros estúdios também começaram suas produções 3D, os principais foram a Dream Works Animation, com os filmes: Formiguinhaz (1998), Shrek (2001), Shrek 2 (2004), Madagascar (2005), Os Sem Floresta (2006), Por Água Abaixo (2006) e Shrek Terceiro (2007); e da Blue Sky, estúdio pertencente a 20th Century Fox: A Era do Gelo (2002), Robôs (2005) e A Era do Gelo 2 (2006).

No final do século XX e no início do século XXI não houve muitas invenções, mudanças ou revoluções. Foram períodos da afirmação da animação computadorizada, provando que ela poderia ser um produto artístico e comercial. Também foi quando os estúdios resolveram se modernizar e se renderam ao computador, abrindo mão das técnicas tradicionais. Em 2005 a Disney anunciou a decisão de não produzir mais filmes de animação 2D, desenhados à mão, se concentrando na animação computadorizada em 3D. Na promoção de Os Simpsons: O Filme (2007), foi ressaltado o fato do filme ter sido produzido da maneira “tradicional”, em 2D, isso porque essa animação em particular é marcada e tem seu sucesso pela irreverência e pela quebra de padrões. Hoje, faz parte dos padrões os longas-metragens animados serem totalmente computadorizados e em 3D.


[1] LUCENA JR., Alberto. Arte da animação. Técnica e estética através da história. São Paulo (SP), Editora Senac São Paulo, 2005, p. 40

[2] Ibid., p. 42

[3] BECKERMAN, Howard. Animation The whole story. New York (NY), Allworth Press, 2003. p. 19

[4] LUCENA JR., Alberto. Arte da animação: Técnica e estética através da história. São Paulo (SP), Editora Senac São Paulo, 2005, p. 61

[5] Ibid., p. 66-67

[6] Ibid., p. 69

[7] BECKERMAN, Howard. Animation The whole story. New York (NY), Allworth Press, 2003. p. 37.

[8] THOMAS, Frank e JOHNSTON, Ollie. The Illusion of Life: Disney Animation. New York: Abbeville Press, 1981. p. 25.

[9] Ibid., cit., p. 23

[10] LUCENA JR., Alberto. Arte da animação: Técnica e estética através da história. São Paulo (SP): Editora Senac São Paulo, 2005, p. 97

[11] SOLOMON, Charles. Enchanted Drawings: The History of Animation. New York: Random House Value Publishing, 1994, cit. p.56

[12] THOMAS, Frank e JOHNSTON, Ollie. The Illusion of Life: Disney Animation. New York: Abbeville Press, 1981. p. 39.

[13] ______. Walt Disney: Sua vida e seu legado. Disponível em: <http://www.10emtudo.com.br>. Acesso em: 30 set. 2007.

[14] LUCENA JR., Alberto. Arte da animação: Técnica e estética através da história. São Paulo (SP), Editora Senac São Paulo, 2005, p.198

[15] Ibid., p. 246

[16] Ibid., p. 321

[17] Ibid. p. 433

ATENÇÃO: Esse artigo é apenas para consulta!!! Professores estão cada dia mais espertos com cópias de trabalhos, já que é muito fácil descobrir. Além do mais, a maioria das faculdades exige um TCC (trababalho de conclusão de curso), o que não é o caso desse trabalho, classificado apenas como um artigo.





Cast Members em São Paulo//O Visto

27 06 2008

Continuando nossa aventura em São Paulo…

Dormimos no primeiro dia, muito mal inclusive, e bem na véspera do BIG DAY. Colocamos nossos celulares pra despertar as 5h, cada um 10 minutos depois do outro pra não ter perigo. O meu foi o primeiro a tocar, todo mundo se mexeu um pouco, mas nada de levantar. Depois tocou o do Junior, mesma coisa. Até que conseguimos. Estávamos loucos pra sair daquele hotel.
Ahhhh, inclusive, ele tem site: http://www.paulistacenterhotel.com.br/ E olha que pelas fotos de lá, tá muito melhor do que realmente é.
Nos arrumamos e fomos deixar nossas malas no Formule 1. Lá é só pagar 4 reais que eles guardam num armário. E enfim fomos para o consulado.

Chegamos as 7h em ponto e a fila estava absurda. Já estávamos nos preparando pra aguentar muito tempo em pé quando a fila começou a andar super rápido. Em seguida já entramos pra fila onde o segurança

verifica se vc realmente tem um agendamento. Nesse tempo encontramos o Gu, que estava bem antes da gente, e o Rafa, que chegou um pouco depois.

na entrada do consulado (que na verdade foi tirada quando a gente saiu):

DETALHE: No dia anterior o Rafa criou um tópico na comunidade oferecendo carona pra quem ia pro consulado. Aí eu entrei e avisei que a gente não estava no Formule 1 naquela noite, foi exatamente isso: “amanhã cedo estaremos em outro hotel na consolação. Fica a 1 quadra… do lado do Pão de Açúcar. (btw… o hotel é nojento :P )”. Na fila, chega o Rafael dizendo: eu procurei muito por esse BTW da consolação e não achei nada. Nem preciso dizer que a gente ignorou totalmente o nome do hotel e, a partir de então, ele passou a ser o BTW.

Mas voooltando a fita (nossa, que coisa antiga). Entramos todos no consulado, deixamos nossos celulares e fomos pra fila da pré-entrevista. Lá eles conferem os documentos (DS2019, DS156, DS157, DS158, taxa do citibank e SEVIS). Se você não respondeu, ou respondeu alguma coisa errada, e mesmo tendo paciência de deixar tudo bonitinho pra não passar uma má impressão, a mulher vai lá e risca TUDO com caneta grifa-texto. Lamentável eheheheh.
A pré-entrevista não é nada mais do que entregar os documentos. Não nos perguntaram nada. Mas antes de chegarmos nesse guichê nos entregam uma senha que também vale para os dois seguintes.
Depois vamos para outra fila esperar pra tirar as impressões digitais. Os números são chamados aleatoriamente. As senhas estavam assim: Ale (61 – veteranos primeiro), Guti (62), eu (63) e Junior (64). Chamaram 61, 62 e 63. Depois pularam vááárias vezes e nada de chamarem o Junior. Ele já tava quase morrendo. Mas é óbvio, eu tbm ficaria mto preocupada. Só que depois chamaram e foi tranquilo.
Detalhe que no vôo dos meninos, o Ale foi aterrorizando o Junior com uma história sobre o guichê 11. Que era terrível, que sempre negavam lá e não tinha jeito de fugir se fosse chamado. Ele realmente ficou preocupado hehehehe. Mas depois do tanto que a gente brincou com essa história, até eu tava com medo de cair no 11.

Bom… o primeiro a ser entrevistado foi o Gu, que chegou antes da gente. Ele foi no guichê da mulher que parecia ser a mais legal, só que foi a que mais fez perguntas. Se não me engano perguntou no que e onde ele trabalhava, o que os pais faziam e o que ia fazer nos EUA (Gu, coloca suas perguntas nos comentários!). Visto aprovado e aquele alívio. Depois era a vez do Ale. E esse foi o ponto ALTO da nossa ida ao consulado. 3 senhas pra chegar na dele, vira o Junior, como se fosse a coisa mais natural do mundo, e diz: Ale, você sabia que vc tem mais chances de ter o visto negado do que eu?!
NO AUGE DO NERVOSO ahuhauahuahau. O Ale olhou pra ele com uma cara de indignado e o Junior continuou: é, pq tu já tem 3 vistos. Já foi outras vezes pra Disney.
Ok, contando assim não deve parecer tão engraçado, mas foi, MUITO hehehehehe Reparem que no nosso vídeo, no depoimento sobre a entrevista do Ale, ele fala que perguntaram quantas vezes ele já tinha ido pros EUA e aponta pro Junior dando risada.
Mas vamos lá, chamaram minha senha e eu fiquei esperando no guichê atrás do Guti. Vi que a mulher não era muito de papo, uma cara meio desconfiada e fui ficando com medo. Quase entrei em pânico mesmo quando ela pediu o imposto de renda dos pais dele. Ela deu uma olhadinha nos papéis e VISTO CONCEDIDO. Chega a minha vez, as perguntas foram:

AC: O que você vai fazer nos Estados Unidos?
Eu: Vou estudar na University of Central Florida e fazer um estágio na Disney
AC: Ah, a mesma coisa. (pq o Guti já tinha respondido isso) Quantas vezes você já foi para os Estados Unidos?

Eu: 2. Uma a turismo e outra intercâmbio.
AC: A última vez foi a do intercâmbio né? (perguntou isso enquanto riscava todinho meu j1 antigo)

Eu: Sim.
AC: E dessa vez você vai estudar o que? (detalhe que da outra vez eu não estudei nada)

Eu: Hospitality.
AC: Ok. Pague essa taxa e volte aqui.

FIM

Todo o sofrimento por causa do meu DS, dias reunindo uma montanha de documentos, imaginando o que poderia ser perguntado, tudo acabou ali. É uma sensação muito boa.
Aí foi só pagar a taxa. Levar o comprovante no guichê. Pegar o envelope do sedex, preencher e pagar.

Como o Rafa tinha esquecido, ou melhor, não sabia que tinha que pagar as taxas antes da entrevista, ele teve que voltar lá pra fora e passar pelas filas de novo, a gente foi pro Shopping Morumbi esperar por ele lá.

Fomos no Starbucks, aproveitando pra nos acostumar com a cultura americana. Depois demos umas voltas por ali, sentamos pra conversar, sobre Disney, ÓBVIO.

Lá pelas 13h fomos fazer check-in no Formule 1. Deixamos nossas coisas e fomos almoçar no Center 3, na Avenida Paulista. Lá decidimos que mais tarde iríamos ao cinema assistir Fim dos Tempos.

Voltamos pro hotel e compramos um cartão que dá direito a 24h de acesso a internet Wi-fi. Maior empolgação e o troço não funciona. Depois de tanto fuçar nas configurações o msn resolve conectar. 5 min depois o Junior mexe de novo e o msn desliga huhuhauaahua (sorry Junior…).

Destimos e saimos pro cinema. Antes disso eu e o Junior demos a idéia de assistir Sex and the City. Todos concordaram (alguns só depois de saber que se tratava de um monte de mulher louca por homem hauahuahau) Muito melhor, pq eu nem curto esse tipo de filme do Fim dos Tempos. Chegamos atrasados pra comprar os ingressos, e eu pergunto pra todos: E aí, vamos assistir o que? Alguém, que eu não me lembro quem foi (MESMO), diz: Fim dos tempos.
OK né…

Filme acaba, e aí, gostaram? Foi quase um coro: QUE FILME PÉÉÉÉSSIMO. E digo quase um coro pq o Junior diz ter gostado. Mas putz. Se alguém estava pensando em ver, não vá. É muuuuito ruim. O que mais lamentamos foi ter gastado 19 reais naquele treco podre.
Indignados, voltamos pro hotel e pedimos uma pizza. Enquanto esperávamos, aprendemos a dançar o Cha Cha Slide. A-D-O-R-E-I!!!

No dia seguinte teríamos o churrasco de Cast Members, o Ale decidiu que não iria e foi encontrar um ex-roomate dele do ICP. Eu, Junior e Guti fomos pra Galeria Ouro Fino, na Augusta, um dos meus lugares preferidos em SP. Lá trabalha uma amiga minha que eu conheço desde os 2 anos. Queria vê-la antes de viajar. Lá a gente tbm encontrou a Monika, que vai no HCP. Ela é a única sortuda que foi chamada pra ser character :p Foi muito legal, ela é uma fofa.

Ficamos um pouco por lá e as 16h o Rafael ligou pra nos buscar pro churrasco. 5 minutos depois eu recebo uma mensagem do Marcus (RJ-Veterano ICP 07/08 e HCP jul08) dizendo que não ia mais ter churrasco e que nem era pra gente ir pra lá. Não vou comentar muito mais pq esse assunto já rendeu o que tinha que render.
Morrendo de fome, fomos pro Outback do Shopping Eldorado. Tava muuuuuito bom. Depois o Ale foi pra lá tbm, sentamos e ficamos conversando. Assunto principal?!?! Preciso dizer? Acho que não.

Lá compramos DVDs Disney pra assistirmos no hotel. O Ale saiu de novo (menino POP) e nós (eu, Junior e Guti) ficamos vendo 101 dálmatas.

Umas 2 da manhã os meninos foram pro outro quarto dormir. Eu estava quase pra deitar quando resolvi checar a internet pela última vez. E FUNCIONOU. Na hora mandei msg pro cel do Junior avisando e os dois voltaram correndo. Que desespero né? hauhauahau

Ficamos fuçando nas comunidades, conversando, o Ale voltou, conversamos mais, demos muita risada e dormimos hehehehe.

Ah, esqueci de contar. No vôo pra SP os meninos de POA encontraram o Fábio Puentes. O hipnotizador. Aquele que te faz comer uma cebola pensando que é uma maçã e enfia um palito na sua garganta, tudo com um estalo de dedos huahuhaauh. Não acredito que eles não tiraram foto com o cara. E o pior é que ninguém lembrava o nome dele, até que o Rafael disse: Ah, o Fábio Puentes. Nessa hora o Ale num tava, depois o Guti foi contar pra ele: Ow, o Rafael sabia o nome do cara. Só que o Ale entendeu que o nome do cara era Rafael Sabia huahauahuhaa nem preciso dizer que esse passou a ser o nome dele pra gente né?!

No domingo acordamos antes do meio dia pq o Guti e o Junior precisavam entregar as chaves do quarto deles (eu ia ficar até segunda). Aí saímos pra almoçar, no Center3 de novo. Fomos na Livraria Cultura, um paraíso. E depois voltamos para hotel. As 14h30 os meninos foram embora :(
Pra não ficar sem fazer nada no quarto sozinha, voltei pro Center3 e assisti Sex and the City. Esse sim eu recomendo. E a noite no hotel fiquei na internet, que estava pegando super bem, mesmo muito depois de terem passado as 24h pelas quais eu paguei.
Mas moral da história (nossa, exagerei nos detalhes né? huhauahauha), esse fim de semana rendeu inúmeras risadas, vááááárias piadas internas (que eu poupei vcs aqui…) e muita história pra contar. Fazia tempo que não me divertia assim.
Só fico pensando… se isso foi só 1 fim de semana, imagina 6 meses na DISNEY?
Can’t wait!!!!

Nos divertimos muito tirando fotos com os efeitos do meu computador. O resto delas vcs podem ver no meu Flickr.

E meninas… preciso dizer, os meninos do hcp julho tão arrasando! ;)
(viram guys, to ajudando vocês! E não tô dizendo nada mais que a verdade)

Pessoas que encontrei em SP:
Amei conhecer vocês. Pra mim, já são grandes amigos. E com certeza vamos nos divertir MUITO na terra do Mickey. Até dia 19 pra alguns e dia 20 pra outros.

Agora uma música que tem TUDO a ver com esse momento:

Vai Ficar Melhor

High School Musical – A Seleção

Tudo vai ficar melhor
Só pode melhorar
É melhor você ficar
Pra ver no que vai dar (3x)

Vem galera, chega mais
Não se distrai
Quero ver tudo ficar melhor
Com suor, vem assim
Dançar
No ritmo da festa quero ver você soltar

Muito bom
Isso aqui ta bom demais
Vai ficar melhor
Vem ver no que vai dar

Eu quero congelar esse momento
Essa alegria não vai ter que acabar nunca mais
É só você cantar

Tudo vai ficar melhor
Só pode melhorar
É melhor você ficar
Pra ver no que vai dar (2x)

Subindo na parede
Mão pro alto
Meche, meche
Tum-tum no coração
Yeah!

Não pára de bater
Pára de bater
Pára num balanço bem na palma da mão

Subindo na parede
Mão pro alto
Meche, meche
Tum-tum no coração

Não pára de bater
Pára de bater
Pára de bater

Não pára não!

Tudo vai ficar melhor
Só pode melhorar
É melhor você ficar
Pra ver no que vai dar (2x)

Eu quero congelar esse momento
Essa alegria não vai ter que acabar nunca mais
É só você cantar

Tudo vai ficar melhor
Só pode melhorar
É melhor você ficar
Pra ver no que vai dar (8x)

Vai ficar melhor!





Bah! O fim de semana foi tri!

25 06 2008

Senta que lá vem história!
Dessa vez, como ultimamente, não vou conseguir usar meu poder de síntese de publicitária pq realmente é muita história pra contar, então vamos lá:

Cheguei em São Paulo umas 17h depois de quase ter perdido o vôo em Londrina. Peguei um taxi e fui pra STB buscar meus documentos. Quando liguei meu celular já tinha uma ligação perdida deles. Retornei e eles já estavam preocupados se eu não iria aparecer, mas avisei que estava a caminho. Peguei o envelope umas 17h50 na portaria do prédio, e a primeira coisa que fiz foi conferir todas as informações do meu ds. Acho que me matava ali mesmo se estivesse errado de novo. Voltei pro taxi que pedi pra me esperar ali e fui pro hotel, o Formule 1 da Consolação (eles chamam de Paulista).
Entrei lá eram 18h13minutos. Dei o número da reserva e tive que ouvir: Sua reserva expirou as 18h pois não nos foi passado nenhum comprovante de pagamento, numero de cartão de crédito ou qualquer coisa que pudesse segurar a vaga de vcs. Nem preciso falar que meu queixo caiu né?! (e acho melhor nem contar a história todo por trás disso né Sr. Junior?!) Olhei no relógio: 18h15. O sistema faz o cancelamento automático e não tinha mais nenhuma vaga ali naquele hotel. Pedi pro cara já refazer a reserva para os próximos dias e checar se tinha vaga nos outros Formule 1. O único disponível para aquela noite era o da São João. Mas eu acho lá meio punk. Ia ficar ilhada até os meninos chegarem e com medo de sair de lá de madrugada pra ir pro consulado. Sabia que tinha um hotelzinho a 1 quadra dali e fui ver se tinha vaga. Pra nossa “SORTE” tinha um quarto de 3 pessoas, no qual eles poderiam colocar mais 1 cama. O preço dava 2 reais mais caro, só.
Fiz o check-in e liguei pro Junior: Querido, perdemos a vaga no Formule 1, vamos ficar num hotel bem perto, quando estiverem em SP me liga pra te passar o endereço.
Só que enquanto eu estava dando entrada nesse hotel, me aparece um cara P*** da vida dizendo que nunca mais passaria perto dali, que era o lugar mais nojento que ele ja tinha visto na vida etc etc etc. E eu já matutando né: Ai! E agora? Que medo de entrar nesse quarto!!!!
Mas antes tive que encarar o elevador, que mais parecia um protótipo do da Tower of Terror. MUITO MEDO.
O quarto era grande, 1 cama de casal e 2 de solteiro, banheiro separado (coisa que o Formule 1 não tem), mas O CHEIRO era um caso à parte. Insuportável. As paredes muuuito sujas, o banheiro não dava coragem de pisar. E sabe quando mata mosquito na parede e fica o sangue escorrido?? Tinham várias dessas marcas. Além de manchas muitos suspeitas nas poltronas. THAT`S HOW BAD IT WAS.
Entrei lá, só troquei de roupa pq estava morrendo de calor e liguei pra uma amiga que iria encontrar na loja onde ela trabalha, só que ela estava na SPFW. Então fui comer no Center3 e aproveitei pra usar a internet Wi-Fi que tem lá. Pq óbvio que eu não teria deixado meu lindo macbook naquele quarto nojento né?!
Mas logo voltei pq ainda tinha que organizar toda a papelada pro visto, que não era pouca e estava uma bagunça total. Fora que eu nem tinha visto as coisinhas que recebi da Disney e da UCF. Fiz isso enquanto assistia America´s Next Top Model. Ahhh, a única vantagem desse hotel era todos os canais da NET disponíveis.
Eu já tava caindo de sono, lá pelas 23h o Junior me liga avisando que chegaram, pra eu espera-los no lobby do hotel.
E eles já apareceram com aquela cara: Ai Ana, que que vc fez? Que lugar é esse? hahahahah tadinhos…
Nem preciso falar que ao chegar no quarto as impressões foram as piores possíveis. A gente deu MUITA risada daquela situação patética e até ficamos com medo de não aceitarem a gente no consulado por estarmos cheios de coçeiras e sermos portadores de bactérias desconhecidas. hUhauhaahauh
Ah, e claro que eu tinha que comentar, eu já tinha falado que estava com vergonha de conhecer os meninos. Mas lá isso acabou em menos de 5 minutos. Eles são umas graças, muito divertidos e legais. A gente se entendeu muito bem e muito rápido. Ahhh fora o sotaque de gaúcho que eu adoro hehehehe.
FOTOS DO QUARTO DO HOTEL
(obs.: não acredito que a gente só tirou essas duas e não filmou aquilo lá):

A primeira foto sou eu sentada na cama e na outra o Guti deitado. Coitado dos meninos, se cobriram com as toalhas durante a noite e tava suuuper frio. Na segunda foto é o Ale mostrando o “cardápio” do hotel, aquele onde ficam os valores do frigobar, que a gente carinhosamente apelidou de PAPIRO, pq o negócio deve estar lá há uns 3.000 anos.

Depois percebemos que faltava 1 travesseiro no quarto. Ligamos pra recepção e pedimos, segundo o cara em 10 minutos estava lá. Luzes apagadas, a gente quase dormindo, mas conversando e dando muita risada da situação e o Junior, deitado perto da porta, morrendo de medo de quem alguém entrasse ali, ou um ET aparecesse, pq naquele hotel tudo podia acontecer. Eis que o cara com o travesseiro bate na porta com tudo. Nessa o Junior deu um pulo que quebrou o record olímpico. Eu não conseguia parar de rir. Fora que quando ele abriu a porta e pegou o travesseiro, deixou cair todos os sabonetinhos que tavam no meio.
Depois dos ânimos acalmados, enfim dormimos.
E eu vou parando por aqui, na nossa primeira noite em SP que foram poucas horas, com muita história pra contar e motivos pra dar risada, pq se eu for escrever tudo vou demorar alguns dias e aí perde a graça. Mas ainda hoje vou tentar escrever pelo menos sobre a ida ao consulado.

STAY TUNED.





Cast Members em São Paulo//Entrevista do visto

24 06 2008

Eu sei que estou demorando pra contar como foi o fim de semana em São Paulo. Prometo que farei isso hoje, ou no máximo amanhã. Mas só pra dar um gostinho, aqui vai o vídeo que o Junior montou com algumas cenas:





The end is near

18 06 2008

Não pensem que eu estou prevendo o fim dos tempos, ou o apocalipse. Estou falando de novo da minha História Sem Fim, e ACREDITEM, ela terá um final feliz pq eu SOU BRASILEIRA E NÃO DESISTO NUNCA. Só pra citar mais algumas frases de efeito: “NO FIM TUDO DÁ CERTO, SE NÃO DEU CERTO É PQ AINDA NÃO CHEGOU AO FIM”. (é assim? hehehehe) E outra: “A ESPERANÇA É A ÚLTIMA QUE MORRE”.
Pois é caros amigos hoje de manhã tive a melhor notícia que poderia imaginar.
MEU DS CHEGA AMANHÃ!!!!!!!
Ainda não digo que acabou pq só vou me sentir tranquila mesmo quando estiver com esse maldito documento, que me deu tanta dor de cabeça, nas mãos.
Tinha que ser tudo nos 49 do segundo tempo??
Daqui a pouco vou sair pro meu horário de almoço, vou tirar a foto pro visto. A noite vou terminar de reunir e organizar os documentos que faltam e amanhã BORA PRA SAMPA!!!!
Nem acredito que vou conseguir minha entrevista no consulado na sexta.
Vcs não tem idéia do quanto eu rezei, pedi pra todo mundo mandar pensamentos positivos pra mim e até fiz promessa. Faz 2 semanas que eu não como NADA, absolutamente NADA que contenha açúcar. Me livro disso só quando botar os pés em São Paulo.
Ah, mas claro que pra ficar tudo mais emocionante ainda vou ter que sair do aeroporto direto pra STB pegar meu DS. Chego lá as 17h. Agora é rezar pra não ter nenhum atraso no vôo que ainda faz conexão em Curitiba.
E ainda vou ter que chegar no hotel e arrumar uma impressora pra imprimir o comprovante de pagamento da taxa SEVIS, que só pode ser paga pela internet e com o número do DS.
Mas eu continuo acreditando que milagres acontecem e que vai dar tudo certo. Pra mim, pro Ale, pro Junior, pro Guti, pro Gu e pro Rafael, todos os entrevistados do dia 20 (esqueci alguém?). E posteriormente pra todos os outros do HCP de julho.
Ontem tb recebi uma notícia incrivelmente incrível, mas eu vou deixar vcs um pouco curiosos e falo sobre isso mais tarde.
Até amanhã pra quem ficar no mesmo hotel que eu, até sexta pra quem vai no consulado e até sábado pra quem vai no churrasco.
Boa viagem pra todos até Sampa.
E se der tempo de lá eu vou contando como foi.
(certeza que vou ficar meio envergonhada na hora que conhecer as pessoas que converso todos os dias há meses pelo msn ehehehhe, mas isso é só nos primeiros minutos!)
Aguardem as fotos tbm.
Muuuuuuuuuito obrigada pra quem me mandou mensagens positivas e torceu por mim. Vamu que Vamu.
WE ARE FUTURE CAST MEMBERS. WE NEVER STOP DREAMING.